O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realizou sua oitava captação de órgãos, consolidando-se como referência no interior do Estado em ações voltadas à doação e transplantes. O procedimento mais recente ajudou a salvar vidas, inclusive com órgãos destinados a pacientes em São Paulo.
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A captação ocorreu após a confirmação de morte encefálica de um paciente atendido na unidade. Seguindo todos os protocolos, a equipe médica realizou a entrevista com a família, que autorizou a doação — etapa fundamental para que o processo seja efetivado.
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De acordo com o coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Andervan Leão, o avanço no número de captações reflete o trabalho de conscientização e a atuação integrada com a Central de Transplantes de Alagoas.
“Nesta última ação, foram captados rins, destinados a pacientes compatíveis cadastrados na fila nacional de transplantes. O sistema segue critérios técnicos rigorosos, como compatibilidade e tempo de espera, garantindo transparência e equidade no processo”, destacou.
Apesar dos avanços, profissionais de saúde destacam que ainda há resistência por parte de algumas famílias, principalmente devido ao momento de dor enfrentado após a perda de um ente querido. Por isso, reforçam a importância de discutir o tema ainda em vida.
Atualmente, centenas de pacientes aguardam por um transplante em Alagoas, o que evidencia a necessidade de ampliar o número de doadores. Especialistas lembram que um único doador pode salvar várias vidas, transformando um momento de perda em um gesto de solidariedade e esperança.
A recomendação é que as pessoas comuniquem aos familiares o desejo de serem doadoras, facilitando a decisão em situações delicadas e contribuindo para salvar vidas.

