té esta terça-feira (17), o animal já percorreu aproximadamente 20 quilômetros e está em Paripueira
Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) e uma força-tarefa ambiental monitoram, nesta terça-feira (17), um elefante-marinho (Mirounga leonina) que percorre o litoral alagoano desde o dia 11 de março. O animal é um indivíduo jovem de aproximadamente dois metros e meia tonelada, que surgiu inicialmente na Praia de Carro Quebrado, na Barra…
Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) e uma força-tarefa ambiental monitoram, nesta terça-feira (17), um elefante-marinho (Mirounga leonina) que percorre o litoral alagoano desde o dia 11 de março.
O animal é um indivíduo jovem de aproximadamente dois metros e meia tonelada, que surgiu inicialmente na Praia de Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio, e já se deslocou por cerca de 20 quilômetros até chegar à Paripueira, onde permanece sob vigilância para garantir seu descanso natural.
Um processo natural, não um encalhe
Diferente do que muitos populares acreditam, o animal não está perdido ou doente. A médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília, explica que o mamífero passa por uma fase biológica específica. “Quando os mamíferos marinhos passam por esse período, tendem a ficar mais letárgicos e debilitados, pois há uma demanda metabólica maior e um gasto energético elevado. Por isso, vêm para a costa descansar por cerca de um mês, até recuperarem suas condições e retomarem sua rota”, esclarece a especialista.
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Riscos de saúde e multas pesadas
A orientação das autoridades é drástica: mantenha distância. O médico veterinário Gabriel Marques reforça que o animal está em um processo natural de muda de pele e pelos. “Caso você encontre esse animal, não tente tocá-lo nem oferecer alimento. Isso só vai causar mais estresse e prejudicar a muda que ocorre naturalmente nesse ambiente”, alerta.


Além do bem-estar do elefante-marinho, a preocupação recai sobre a saúde pública. A aproximação oferece risco de transmissão de doenças graves, como a gripe aviária. Quem desrespeitar o isolamento — que deve ser de 20 a 30 metros — pode arcar com multas que variam de R$ 2.500 a R$ 5 mil.
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Força-tarefa integrada
O monitoramento conta com uma estrutura robusta que une biólogos e veterinários do Instituto Biota, IMA/AL, Ibama, ICMBio, Ufal e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). A equipe deve acompanhar o animal até que ele recupere as energias necessárias para retornar ao oceano.


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