Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir, nesta sexta-feira (22/5), diante do impasse prolongado nas negociações entre Estados Unidos e Irã pelo possível fim da guerra no Oriente Médio.
O que aconteceu
- Por volta das 9h15 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 1,27% e era negociado a US$ 97,57.
- No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava ganhos de 1,8%, a US$ 104,43.
- Na sessão de quinta-feira (21/5), o petróleo fechou em queda, após forte volatilidade durante o dia. O barril do tipo WTI recuou 1,94%, a US$ 96,35, enquanto o brent cedeu 2,32%, a US$ 102,58.
Incerteza sobre fim da guerra
A perspectiva de fim da guerra entre EUA e Irã segue operando como o principal vetor dos mercados globais e afetando a cotação do petróleo. O conflito começou em 28 de fevereiro e, nesses quase três meses, mantém os agentes econômicos sob permanente tensão.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu sinais contraditórios sobre a possibilidade de encerrar o conflito – ora dizendo que um acordo de paz estaria próximo e em outros momentos subindo o tom e ameaçando o regime iraniano.
Nessa quinta-feira (21/5), a emissora de TV estatal Al Arabiya, da Arábia Saudita, afirmou que os EUA e o Irã teriam chegado a uma versão de acordo, em negociações mediadas pelo Paquistão. Nenhum dos dois países, contudo, confirmou a informação.
Ainda assim, segundo a TV saudita, o rascunho do documento fixa um cessar-fogo imediato e abrangente. A abertura do Estreito de Ormuz também estaria contemplada no documento. Ela ocorreria por meio de um monitoramento compartilhado da região.
O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.



