Um ataque com mísseis do Irã contra uma base militar no Oceano Índico acendeu alerta em países europeus neste fim de semana. A ação, que atingiu a ilha de Diego Garcia, evidenciou a capacidade de alcance de até 4 mil quilômetros dos armamentos iranianos, sendo suficiente para atingir grandes cidades da Europa.
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Segundo autoridades, dois mísseis balísticos foram lançados na noite de sexta-feira (20/3). Um deles falhou durante o trajeto e o outro foi interceptado por sistemas de defesa dos Estados Unidos, evitando danos à base — que é compartilhada com o Reino Unido.
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Apesar de não ter causado destruição, o episódio foi interpretado como uma demonstração estratégica de força por parte de Teerã.
A agência iraniana Mehr News Agency classificou o ataque como um “passo significativo”, afirmando que o alcance dos mísseis do país supera estimativas anteriores.
Contexto de escalada
Durante o final de semana que marca as vésperas de um mês de guerra, o conflito escalou consideravelmente.
No sábado (21/3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques contra o Irã serão “intensificados significativamente” nos próximos dias.
Segundo Katz, o objetivo é eliminar lideranças iranianas e enfraquecer capacidades estratégicas, com apoio dos Estados Unidos.
Apesar do discurso duro, Trump indicou que pode reduzir as ofensivas, afirmando que os EUA estão “perto de atingir seus objetivos”.
O republicano também indicou um prazo de 48 horas para que o Irã libere a passagem marítima crucial de petróleo do mundo, o Estreito de Ormuz. Em resposta ao ultimato, o país persa ameaçou fechar “completamente” o Estreito caso os Estados Unidos ataquem usinas de energia do país.
Alcance levanta preocupação na Europa
A distância entre o território iraniano e a base de Diego Garcia — cerca de 4 mil quilômetros — chamou a atenção de militares ocidentais. Esse raio coloca diversas capitais europeias dentro do possível alcance de armamentos semelhantes.
Entre as cidades potencialmente atingidas estariam Paris e Londres, além de outras como Roma, Berlim e Viena.
Ainda assim, autoridades britânicas minimizaram o risco imediato. A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, classificou a ação como “ameaças imprudentes”, mas destacou que não há avaliação concreta de um ataque iminente ao continente europeu.


