O governo do Irã voltou a contestar, neste domingo (12/7), as novas declarações dos Estados Unidos sobre a atual situação no Estreito de Ormuz e reafirmou que o tráfego na estratégica rota marítima “está atualmente impossibilitado”.
A manifestação ocorre após o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) declarar que a navegação segue aberta e que Teerã não controla a passagem.
A resposta iraniana foi divulgada pela Autoridade de Gestão da Via Marítima do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), agência criada em maio deste ano para administrar o tráfego marítimo, estabelecer rotas obrigatórias e emitir autorizações de passagem no Estreito de Ormuz.
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do Metrópoles
“Informamos a todos os estimados candidatos que, devido aos recentes movimentos ilegais das forças militares dos Estados Unidos na região, a passagem pelo Estreito de Ormuz está atualmente impossibilitada. Assim que a estabilidade e a calma forem restabelecidas, todos os pedidos serão analisados de acordo com o cronograma, e as autorizações necessárias serão emitidas”, afirmou o órgão.
A nota atribui diretamente às operações militares norte-americanas a interrupção da navegação e reforça a posição adotada por Teerã desde o anúncio do fechamento do estreito, feito após uma nova ofensiva dos EUA contra alvos iranianos.

Lanchas de ataque do Irã são vistas no Estreito de Ormuz
Reprodução/Redes sociais

Navio perto do Estreito de Ormuz
Foto: U.S. Navy via Getty Images

Durante o treinamento, USS Iwo Jima desembarcaram no navio USS Iwo Jima, que recentemente foi enviado para a região
Divulgação/SOUTHCOM
Escalada militar
Troca de versões
“O Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente por essa via navegável internacional. As forças americanas estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, declarou o comando militar dos Estados Unidos.
Ainda de acordo com o Centcom, as forças dos EUA facilitaram a passagem de mais de 800 navios e de cerca de 400 milhões de barris de petróleo bruto nos últimos dois meses.




