O governo do Paquistão informou neste sábado (28/3) que o Irã deve autorizar, nos próximos dias, a passagem de 20 navios petroleiros com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz.
A rota havia sido fechada no início do conflito. Desde então, Teerã vem pressionando o fluxo de petróleo na região ao atingir infraestruturas estratégicas no Oriente Médio.
Entre os alvos estão oleodutos e portos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Embora o Estreito de Ormuz seja a principal via de escoamento de petróleo da região, outras rotas secundárias seguem operando e também passaram a ser alvo de ataques com drones e mísseis.
Uma dessas alternativas está no Golfo de Omã, a mais de 100 quilômetros de Ormuz. O porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, é um dos maiores polos de armazenamento de petróleo do mundo.
O local recebe o oleoduto que transporta a produção dos campos de Abu Dhabi, com capacidade de escoamento de cerca de 1,7 milhão de barris por dia — volume semelhante ao exportado pelo Brasil.
Outra rota estratégica fica na Arábia Saudita. Um oleoduto de aproximadamente 1.200 quilômetros cruza o país até o porto de Yanbu.
De lá, os navios seguem pelo Mar Vermelho e passam pelo estreito de Bab el-Mandeb. Tanto Fujairah quanto Yanbu já foram atingidos em ataques recentes.


