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Irmã de blogueiro assassinado em Junqueiro diz ter reconhecido o réu dentro de veículo


Adriano de Farias foi morto a tiros dentro do próprio carro; júri acontece nesta segunda, em Maceió

Carlos Henrique Ferreira Santos é acusado de participar da morte de Adriano de Farias. Ascom MPAL

Teve início nesta segunda-feira (5), no Fórum do Barro Duro, em Maceió, o julgamento de Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, que é acusado de matar a tiros o blogueiro político Adriano de Farias, de 33 anos, na zona rural do município de Junqueiro. A primeira testemunha de acusação ouvida foi a irmã da vítima, Rosineide Farias, que disse ter visto o réu dentro do veículo utilizado pelos assassinos.

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Rosineide prestou depoimento de forma virtual e contou que tudo de errado que ocorria em Junqueiro era divulgado pelo irmão nas redes sociais. Por esse motivo, a mãe do prefeito, Maria Rejane, e a família dela tinham raiva de Adriano. Ela destacou, inclusive, que o irmão do gestor, Valdir, seria o mandante do crime.

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Segundo a testemunha, a vítima teria trabalhado em uma cerâmica que pertence a Valdir e, após adoecer por pegar muito peso, pediu ajuda financeira para a compra de remédios, o que foi negado. “Então, meu irmão foi atrás dos direitos dele e o Valdir disse que a vergonha que eles passaram no Fórum de Penedo não ia ficar assim”, destacou Rosineide.

Ela também pontuou que o irmão estava ameaçado de morte, mas que não tem conhecimento se ele chegou a registrar boletim de ocorrência. Disse ainda que a perseguição à vítima no dia do crime começou no momento em que ele saiu da academia em um carro modelo Volkswagen Nivus vermelho.

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Julgamento acontece nesta segunda-feira, no Fórum do Barro Duro. Ascom MPAL

As investigações apontam que um Jeep Compass teria emparelhado ao lado do veículo da vítima e os ocupantes efetuaram os disparos. Mesmo atingido, o blogueiro ainda conseguiu dirigir por cerca de 50 metros antes de colidir e parar próximo à residência onde morava.

A irmã da vítima disse ter reconhecido o réu, por meio de imagens, destacando que ele estava dentro do Compass, no banco de trás. Já o condutor do veículo, ela não conseguiu identificar. “Só vi esse mesmo que está aí”, diz.

E completa: “Adriano era os pés e as mãos da minha mãe. Todo mundo da cidade ficou revoltado, porque ele era um menino bom, e não digo isso porque ele era meu irmão. E ele acabou morto assim, como um animal”, relata.

Adriano deixou duas filhas, que hoje estão com 9 e 11 anos. Até hoje, conforme a testemunha, a família está doente e ninguém mais teve saúde desde o fato.

“Ninguém queira estar na pele da gente, passar o que a gente passou e passa até hoje. Eu que fiz o reconhecimento, fui ao IML, fiquei em choque. A única coisa que eu quero é justiça”, concluiu Rosineide.



Fonte: Gazetaweb