A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalhou pelo Oriente Médio, e um novo front de batalha foi reaberto no Líbano, onde forças israelenses passaram a atacar o Hezbollah. Desta vez, a ofensiva de tropas acontece por terra, com o objetivo de tomar redutos do grupo libanês no sul do país.
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O que está acontecendo?
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Israel e Hezbollah voltaram aos combates nesta semana, após o início da guerra no Irã.
Os dois lados viviam um frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, e implementado em 2024.
Depois do ataque dos EUA e Israel mo Irã, o Hezbollah lançou mísseis e drones contra o território israelense. A medida foi uma retaliação do grupo libanês, financiado e apoiado por Teerã, contra a ofensiva contra o país persa.
Israel respondeu não só bombardeando posições do Hezbollah no Líbano, como também enviando tropas terrestres para o país vizinho.
O avanço das Forças de Defesa de Israel (FDI) começou na segunda-feira (2/3), após ordem do ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão surgiu após o Hezbollah confirmar a autoria de um bombardeios com mísseis e drones contra uma base israelense localizada em Haifa, em resposta aos ataques ao Irã.
O vice-chefe do conselho político do grupo libanês, Mahmoud Qmati, anunciou o fim oficial do cessar-fogo com Israel após o ataque — o primeiro por parte do grupo desde o início da trégua, em novembro de 2024.
Somente na terça-feira (3/3), as FDI afirmaram ter atingido 60 instalações ligadas a organização libanesa na fronteira entre Israel e Líbano. Já o Hezbollah realizou ao menos 13 ataques contra alvos israelenses.
Veja:
Após a ofensiva do grupo xiita, o governo do Líbano proibiu as atividades do movimento no país, que passaram a ser classificadas como ilegais. Ainda não está claro se a decisão possui efeitos práticos, tendo em vista que o Hezbollah ocupa importantes posições no setor politico, militar e social do país.
Água fria
O retorno do conflito também joga um balde de água fria nos planos de Israel e dos Estados Unidos para a organização fundamentalista libanesa. No último ano, o governo do Líbano cedeu a pressões vindas de Washington e Tel Aviv sobre desarmar grupos rebeldes que operam no país, incluindo o Hezbollah.
A expectativa era de que o plano de desarmamento acontecesse até o fim de 2025, mas a organização xiita rejeitou a medida. Isso porque, desde a implementação do cessar-fogo, Israel quebrou a trégua diversas vezes sob alegações de atingir instalações do grupo.
Abandonar as armas, na visão do grupo libanês, facilitaria um possível ataque de Israel contra o grupo e o território libanês.
De acordo com o governo do Líbano, ao menos 52 pessoas já morreram desde a retomada dos conflitos entre Israel e Hezbollah no sul do país.




