O pescador Osmar de Araújo Oliveira morreu ‘atropelado’ por um jet ski na lagoa Mundaú
Chegou ao fim a espera de 10 anos por justiça no caso do atropelamento do pescador Osmar de Araújo Oliveira, atingido por uma moto aquática em alta velocidade na Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. Em julgamento concluído no Tribunal do Júri nesta segunnda-feira, 21, o réu José Tavares Malta Neto…
Chegou ao fim a espera de 10 anos por justiça no caso do atropelamento do pescador Osmar de Araújo Oliveira, atingido por uma moto aquática em alta velocidade na Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. Em julgamento concluído no Tribunal do Júri nesta segunnda-feira, 21, o réu José Tavares Malta Neto foi condenado a 8 anos e 11 meses de prisão em regime inicialmente fechado por homicídio doloso, saindo do tribunal direto para o sistema prisional.
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O crime ocorreu em 11 de agosto de 2016, quando o pescador trabalhava em sua canoa no início da noite e foi atingido pela moto aquática, que partiu a embarcação em pelo menos cinco pedaços. A vítima permaneceu internada por 16 dias entre a vida e a morte, mas não resistiu às complicações clínicas e faleceu no dia 27 de agosto do mesmo ano.
Na ocasião, o condutor abandonou uma acompanhante no local, nadou até a margem e fugiu em seu carro, alegando posteriormente à polícia que temia represálias.
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A condenação e a prisão imediata do réu trouxeram alívio emocional aos familiares da vítima, que acompanharam o julgamento e a oitiva de três testemunhas cruciais ao longo do dia.


A filha do pescador, Vitória Caroline, expressou a emoção com a conclusão do julgamento e o sentimento de dever cumprido.
“De paz, de alívio, de um peso nas costas da gente e de 10 anos de muita espera e graças ao meu bom Deus e minha Nossa Senhora ele tá pagando a morte do meu pai. E eu poder hoje respirar, botar minha cabeça no travesseiro e dizer em minhas orações pro meu pai onde ele tiver me escutando que a justiça foi feita. Demorou, demorou mas chegou”, desabafou em entrevista à TVPajuçara.
Vitória reforçou que, embora a decisão não repare a perda, encerra um longo ciclo de dor: “não traz nem ele e nem minha avó, né, mas se minha avó tivesse aqui estaria muito feliz como nós familiares também todo todos estamos, né? É um momento de alívio, momento de de felicidade… que a justiça tarda, mas não falha e ela chegou”, concluiu.
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