Dívidas trabalhistas somam R$ 244.318 do total, aponta pedido. A maior parcela mencionada na solicitação apresentada à Justiça é referente à classe de credores “quirografário” (sem garantia) e equivalem a R$ 55,89 milhões. O valor de R$ 1,4 milhão restante é referente ao pagamento a micro e pequenas empresas.
Vicentin acolhe pedido de manutenção de fornecimento dos serviços. A Casa do Pão de Queijo alegava a necessidade da decisão devido a faturas de energia elétrica em atraso. “Defiro a liminar pretendida para que as empresas CPFL Energia (Companhia Piratininga de Força e Luz) e EDP Smart Energia Ltda se abstenham de realizar qualquer ato de interrupção de fornecimento dos serviços contratados pela requerente em sua matriz”, escreveu.
Pandemia foi “obstáculo inesperado”
A Casa do Pão de Queijo cita o distanciamento social como a origem dos problemas. No pedido de recuperação, a empresa afirma que o fechamento de lojas a partir de março de 2020 resultou na crise financeira atual. A situação teria ocasionado na perda de produtos estocados e dificultado a quitação dos aluguéis e o pagamentos de funcionários.
Nos três primeiros meses, a empresa registrou uma perda de 97% de seu faturamento, além disso, aquele fatídico ano se encerrou com uma redução total da ordem de 50%.
Pedido de recuperação judicial da Casa do Pão de Queijo
Isolamento é mencionado como fator que barrou o crescimento da rede. Com o avanço da pandemia, a Casa do Pão de Queijo reforça que “crescimento sólido” da empresa, motivado pela ampla circulação de pessoas nos aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, foi interrompido.


