A Justiça da Itália tem até a próxima quarta-feira (18/2) para decidir sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O julgamento, conduzido pela Corte de Apelação de Roma, foi encerrado nesta quinta-feira (12/2).
No processo, os magistrados podem autorizar a extradição, negá-la ou solicitar novos documentos antes de proferir a decisão. Durante a sessão, a Corte ouviu a defesa de Zambelli e o advogado escalado pela Advocacia-Geral da União do Brasil, Alessandro Gentiloni.
Confira:
A ex-parlamentar, aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital italiana.
Ao Metrópoles, a defesa informou que, caso a Corte decida pela extradição, apresentará recurso à Corte Suprema di Cassazione, última instância do Judiciário italiano. Além disso, ainda de acordo com a defesa, um promotor da Corte já indicou que o Ministério Público italiano também deve recorrer caso o pedido seja rejeitado.
A reportagem apurou com advogados da ré que há pouca esperança de que o pedido de extradição seja negado.

Deputada federal Carla Zambelli
Reprodução/Youtube Câmara dos Deputados

Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro
Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

Carla Zambelli aponta arma a apoiador de Lula em São Paulo
Reprodução
Justiça italiana encerra análise sobre extradição
- A Corte de Apelação de Roma começou a avaliar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli nesta quarta-feira (11/2).
- A análise atende a um pedido do governo brasileiro depois que ex-parlamentar foi condenada por hackear o sistema do CNJ. O julgamento ocorre depois de ser adiado quatro vezes.
- Zambelli é condenada por dois crimes no Brasil, como autora intelectual da invasão do sistema do CNJ e por porte ilegal de arma.
- Desde julho de 2025, Zambelli cumpre detenção na Itália, também por pedido do governo brasileiro.
A ex-deputada está detida em Roma após ser condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. São as seguintes penas e tipificações:
- 10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
- 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua e apontou uma arma para ele, pouco antes das eleições de 2022.
Além disso, na última terça-feira (10/2), a mesma Corte negou o pedido da defesa de Zambelli para trocar os juízes que analisam o pedido de extradição. A defesa da ex-deputada alega “evidências de parcialidade” dos magistrados.




