A Justiça de Alagoas autorizou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário da ex-companheira de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, coordenador das categorias de base do CRB, assassinado a tiros em Maceió, no dia 23 de janeiro. A medida faz parte das diligências do inquérito que apura o crime.
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Também foi autorizada a quebra de sigilo dos
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dois suspeitos presos por envolvimento no homicídio. A Polícia Civil investiga se houve participação de outras pessoas na execução, inclusive da ex-companheira da vítima. O prazo para conclusão do inquérito foi prorrogado por mais 30 dias.
O advogado da família, Marcondes Costa, acompanha o caso e afirmou que a prorrogação ocorre para aprofundar a apuração sobre possíveis coautores.
“Quando entramos no caso, a gente pediu a quebra de sigilo telefônico, bancário e telemático da ex-companheira. E assim foi feito. Foi feito o pedido pela delegada. Isso é uma sugestão que a gente dá. A gente só contribui com o trabalho policial. E aí a delegacia pediu essas quebras de sigilo, não só dela, mas também dos outros envolvidos”, disse o advogado.
Mandante identificado
Durante coletiva realizada na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, no Centro de Maceió, a polícia confirmou que o mandante do crime foi identificado como Ruan Carlos Ferreira Albuquerque.
De acordo com a SSP, ao todo cinco pessoas foram identificadas na dinâmica do assassinato. O mandante e outro homem, responsável por dar apoio à fuga do executor, foram presos. Os outros três envolvidos foram mortos em confronto com a polícia.
Motivação
Conforme a diretora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegada Tacyane Ribeiro, o crime foi motivado por ciúmes.
Segundo a investigação, Joba mantinha um relacionamento, houve término, e a mulher passou a se relacionar com outro homem. Posteriormente, ela reatou com a vítima. Inconformado com a reconciliação, o ex-companheiro, Ruan Carlos, teria contratado terceiros para executar o coordenador.
A polícia aponta que o plano vinha sendo articulado desde dezembro do ano passado. O valor combinado para o crime foi de R$ 10 mil, sendo R$ 4 mil pagos dias antes da execução, no bairro da Santa Lúcia.

