Vítima era mantida em construção destinada a cachorros no quintal da casa onde foi encontrada
A Justiça de Alagoas concedeu liberdade provisória nessa sexta-feira (24) ao homem de 20 anos que havia sido preso em flagrante por suspeita de torturar e manter a namorada, uma adolescente de 16 anos, em condições insalubres,no município de Teotônio Vilela. A decisão ocorreu após audiência de custódia e contou com parecer favorável do Ministério Público…
A Justiça de Alagoas concedeu liberdade provisória nessa sexta-feira (24) ao homem de 20 anos que havia sido preso em flagrante por suspeita de torturar e manter a namorada, uma adolescente de 16 anos, em condições insalubres,no município de Teotônio Vilela. A decisão ocorreu após audiência de custódia e contou com parecer favorável do Ministério Público e da Defensoria Pública, baseando-se no depoimento da própria jovem, que negou ser vítima de crimes.
A operação policial ocorreu na última quinta-feira (23), no bairro Camoxinga. Na ocasião, a equipe da 2ª Delegacia Regional de Polícia (2ª DRP), sob coordenação da delegada Daniella Andrade, localizou a adolescente nos fundos de uma residência, dentro de uma “casinha de cachorro”. Segundo os relatos oficiais, o ambiente apresentava forte odor e acúmulo de lixo.
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Em nota oficial, a Polícia Civil de Alagoas informou que “foram adotadas todas as medidas legais cabíveis no caso da adolescente encontrada em condições insalubres” e que a prisão em flagrante foi realizada diante da constatação da situação pelo Conselho Tutelar.
A reviravolta no depoimento
Apesar da gravidade do cenário encontrado, a adolescente utilizou as redes sociais para contestar a ação das autoridades e defender o namorado. Em vídeo, ela afirmou que o local era um ponto de convivência por vontade própria.
“Quando o Conselho Tutelar chegou lá, invadindo a casa, entrando sem permissão nenhuma, gravando sem autorização nenhuma. Porque ali onde eu estava é um canto que a gente gostava de fumar. E ali eu estava fumando, enquanto ele foi no mercado comprar lanche pra gente comer. Que foi a hora que a gente acordou”, declarou a jovem.
Diante do magistrado, a promotoria destacou que a vítima negou qualquer tipo de violência ou restrição de liberdade, confirmando o relacionamento afetivo e o hábito de dormirem juntos no local mencionado.
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Medidas cautelares
Embora a acusação de tortura tenha sido descartada neste momento, o jovem deverá cumprir medidas cautelares para manter a liberdade. Ele está proibido de deixar a comarca sem autorização e deve comparecer ao juízo a cada três meses para justificar suas atividades.
O caso agora segue sob acompanhamento do CRAS e do CAPS, que avaliarão a situação de vulnerabilidade social do casal. A Polícia Civil, por sua vez, reafirma seu compromisso com a rigorosa apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, nos termos da lei.
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