LAVAGEM PARA FACÇÃO
Influenciadora é investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Deolane Bezerra teve a prisão preventiva mantida após passar por audiência de custódia virtual na tarde desta quinta-feira (21/5), realizada pela Vara das Garantias de Osasco, em São Paulo.
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A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça paulista.
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A audiência teve caráter processual e analisou possíveis irregularidades durante o cumprimento do mandado de prisão. Segundo o TJ-SP, nenhuma ilegalidade foi identificada.
Respondeu sobre Marcola
Antes de ser encaminhada ao sistema prisional, Deolane deixou o Palácio da Polícia, na região central de São Paulo, sob escolta policial. Ao ser abordada por jornalistas, falou rapidamente sobre o caso. “A Justiça será feita”, declarou.
Em outro momento, a influenciadora também foi questionada se estaria “lavando dinheiro para o Marcola”.
Sem parar para conversar com a imprensa, ela rebateu: “Trabalhando”, antes de entrar no carro da polícia e deixar o local.
Segundo as autoridades de segurança, Marco Willians Herbas Camacho, chamado de Marcola, é identificado como a principal liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entenda
Segundo as investigações, o esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizava uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
A polícia aponta que valores milionários eram distribuídos por meio de contas de terceiros e empresas ligadas aos investigados.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais relacionadas a Deolane.
A influenciadora também teria sido citada em conversas entre integrantes do esquema investigado. Uma das provas anexadas ao inquérito aponta que Everton de Souza, conhecido como Player, teria indicado a conta bancária de Deolane para um operador financeiro do PCC responsável pelos pagamentos feitos através da transportadora investigada.
A mensagem, segundo os autos, foi enviada em 30 de setembro de 2020.
Transferência para o interior
Além da prisão da influenciadora e advogada, a Polícia Civil apreendeu quatro veículos ligados a ela. Os automóveis, de acordo com os investigadores, somam mais de R$ 8 milhões.
Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, Deolane vai ser transferida para a Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, a cerca de 600 quilômetros da capital paulista.
Em entrevista ao colunista Leo Dias, o secretário afirmou acreditar que a influenciadora dificilmente conseguirá um habeas corpus em curto prazo. “As provas são muito robustas, acho muito difícil que ela consiga algum benefício”, declarou.


