A mulher que pulou de uma motocicleta por aplicativo ao desconfiar da conduta do piloto durante uma corrida registrou um Boletim de Ocorrência, nesta quarta-feira (11), e divulgou o depoimento nas redes sociais. O caso está sendo investigado pela polícia.
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De acordo com a mulher, durante o percurso, o homem mudou a rota do aplicativo e seguiu por um caminho diferente. Ele teria ido para uma estrada estreita, que fica localizada nas proximidades de um canavial.
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“Quando [ela] questionou o caminho, dizendo que não conhecia, o autor não falou nada. [Ela] questionou de novo, dizendo que não queria ir por esse caminho, e o autor, com ar de sarcasmo e irritado, disse “agora”. O autor virou a moto para o lado direito e acelerou para entrar na mata. Assim que ele acelerou, a declarante relatou que pulou da moto”, diz trecho de depoimento no Boletim de Ocorrência.
Com a denúncia, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. A mulher requereu medida protetiva de urgência.
Leia o depoimento:
Quando solicitou uma moto de aplicativo, com destino para o Conjunto Renascer, localizado na forene; que no aplicativo 99, a corrida foi aceita pelo motorista; que a declarante relatou que subiu na moto e saíram tranquilamente do condomínio; que no percurso o autor mudou completamente a rota e foi para um local por trás do Conjunto Maceió 1, uma estrada estreita, onde do lado direito há um canavial, e quando questionou o caminho dizendo que não conhecia, o autor não falou nada; que questionou de novo dizendo que não queria ir por esse caminho, e o autor, com ar de sarcasmo e irritado, disse “agora”; que o autor virou a moto para o lado direito e acelerou para entrar na mata; que assim que ele acelerou a declarante relatou que pulou da moto, machucando o ombro do lado direito, machucou também o meio das costas e o joelho; que o autor gritou perguntando se ela era “louca”; que relatou que saiu correndo e a sandália dela ficou para trás; que continuou correndo sem olhar para trás e quando saiu do local esquisito e chegou na principal do Conjunto Maceió 1, o autor tinha pego a sandália dela onde ele estava na moto em alta velocidade e ele jogou a sandália nas costas dela; que o autor passou direto e depois voltou e disse “vou te achar”; que a declarante relatou que ele estava com um tom de voz de muita raiva e estressado; que afirmou que se sentiu ameaçada pelas palavras do autor; que a declarante relatou que apareceu um senhor, mas não sabe o nome, e esse senhor viu que o autor jogou a sandália nela; que o autor viu o referido senhor e nesse momento a declarante relatou que correu para dentro da barraquinha deste senhor; que o senhor perguntou a ela o que tinha ocorrido; que este senhor chamou um amigo e queria ir atrás do autor; que o autor desapareceu; que a porteira do condomínio onde a declarante reside ligou várias vezes para seu celular, mas não sabe informar o nome da porteira; que a porteira falou que o autor estava na portaria do condomínio tentando falar com ela (vítima) ou alguém da casa dela; que o autor falou para a porteira que ela (vítima) “tinha pirado e tinha pulado da moto do nada”; que o autor também enviou mensagens para ela através do aplicativo 99, mas que o aplicativo 99 está instalado em nome do pai de sua filha; que nas mensagens o autor falou “ela pirou e pulou da moto”; que por causa do desespero a declarante relatou que acabou postando o ocorrido nas redes sociais e a repercussão foi grande e o autor comentava nas publicações dizendo que “ela estava mentindo e que ela fez isso por likes”; que a declarante relatou que deseja representar contra o autor e solicitar medida protetiva; que afirmou que não precisa de abrigamento temporário.




