“Lula fez 4 vezes mais que Bolsonaro”


Renan Filho fala do “superciclo” de investimentos no setor de transportes. Assessoria

Quando a gente observa o que foi feito no governo anterior ao presidente Lula no ambiente de rodovias, foram feito apenas 6 leilões e selecionados R$ 100 bilhões em contratos. Nesses quatro anos do presidente Lula vamos fazer 35 leilões Ministro, já realizamos 22 com R$ 400 bilhões contratados, isso é quatro vezes mais investimentos e significa melhoria da infraestrutura”

O ministro dos Transportes, Renan Filho, decidiu apimentar o debate sobre infraestrutura ao comparar, de forma direta, os números da atual gestão com os do governo anterior. Em palestra no CEO Conference do BTG Pactual, ele afirmou que o setor vive uma máxima histórica de investimentos, enquanto as perspectivas seguem positivas.

Renan Filho atribui o otimismo a alguns fatores e a credibilidade do governo. Entre eles, o fato do País ter projetos rentáveis na comparação internacional e uma agenda de sustentabilidade. Citou ainda o mercado de capitais sofisticado e um ambiente democrático, com solidez institucional. “Isso tudo faz com o que o Brasil seja destino de investimentos hoje como em poucos outros momentos da história”.

Na palestra e em publicação nas redes sociais, ele citou nominalmente o período do ex-presidente Jair Bolsonaro para sustentar que o país entrou em um “superciclo” de investimentos.

“Quando a gente olha pro que foi feito antes, é simples: foram 6 leilões e menos de R$ 100 bilhões contratados. Agora, com o presidente Lula, o cenário mudou. Já realizamos 22 leilões, vamos chegar a 35, com cerca de R$ 400 bilhões em investimentos. Isso é quatro vezes mais investimento”, afirmou.

Ao colocar os números lado a lado, Renan Filho revela o contraste político e administrativo. De um lado, seis leilões e cerca de R$ 100 bilhões contratados no governo Bolsonaro, de direita. De outro, a promessa de fechar o ciclo atual com 35 leilões e aproximadamente R$ 400 bilhões em investimentos privados sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, de centro-esquerda.

O ministro ainda acrescentou um componente estratégico ao discurso. “Mais rodovias, mais ferrovias, mais logística, mais competitividade pro Brasil. O Estado voltou a planejar. O investimento privado voltou a confiar. E o Brasil voltou a andar”, declarou, ao defender que o atual momento combina capital privado robusto com retomada do investimento público.

Na prática, a agenda do Ministério dos Transportes tem sido marcada por leilões rodoviários e pela preparação de novos projetos ferroviários, que devem ganhar protagonismo em 2026. O governo aposta na ampliação da malha sobre trilhos como instrumento para reduzir custos logísticos e fortalecer o escoamento da produção nacional.

Nacional e local

Renan Filho segue intensificando a agenda nacional, participando de fóruns econômicos e eventos do setor para defender a carteira de concessões. A tendência, segundo interlocutores, é que essa presença mais forte no debate nacional seja mantida até março. Depois disso, a expectativa é de que o ministro desacelere a agenda Brasil para intensificar compromissos em Alagoas, onde as obras federais em andamento — a exemplo da duplicação da BR-104 — ganham peso político e administrativo.

Ao escolher o contraste com Bolsonaro no seu discurso, Renan Filho defende números de sua gestão e transforma a infraestrutura em vitrine política. Se o “superciclo” prometido se confirmar, o ministro terá argumentos para sustentar que o país entrou em uma nova fase de investimentos.

Fique por dentro

Veja texto da assessoria do Ministério dos Transportes

Superciclo da infraestrutura: ministro Renan Filho debate momento histórico de investimentos no setor

Com investimento recorde na infraestrutura de transportes do país, o Ministério dos Transportes recolocou a logística no centro da agenda pública. Nesta segunda-feira (9), o ministro Renan Filho debateu os desafios e avanços do setor durante evento promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Saímos de uma agenda de um leilão por ano no governo anterior e entramos em um novo ciclo, mais transparente e sustentado por projetos consistentes. Isso mudou completamente a capacidade de financiamento do país e a percepção internacional sobre a atratividade da logística brasileira”, afirmou o ministro.

A atuação conjunta entre o Ministério dos Transportes e o BNDES acelerou os aportes nos modais terrestres, com R$ 40 bilhões destinados às ferrovias entre 2023 e 2025. O volume é 60% superior ao total aplicado entre 2019 e 2022. Já no modal rodoviário, a ampliação dos recursos por meio de concessões e reajustes contratuais com a iniciativa privada deve superar R$ 396 bilhões até 2026.

“Além de investir R$ 65 bilhões de orçamento público, mais que o dobro do governo anterior, o Ministério dos Transportes vai contratar mais de R$ 400 bilhões em investimentos privados com a iniciativa privada”, reforçou Renan Filho.

A dinâmica institucional entre os órgãos define que o ministério estabelece as prioridades e diretrizes da política pública do setor, indicando os empreendimentos elegíveis à captação de recursos, enquanto o BNDES responde pelo financiamento de obras federais, concessões e parcerias público-privadas (PPPs), no caso de rodovias e ferrovias.

“O Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, especificamente, conta com R$ 788 bilhões em investimentos em infraestrutura. Estamos muito otimistas de que esse volume pode chegar a R$ 1 trilhão, com o banco tendo um papel decisivo nesse processo”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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Superciclo da infraestrutura: ministro Renan Filho debate momento histórico de investimentos no setor

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Fonte: Gazetaweb