Uma das revelações da Operação Ruptura, deflagrada nesta quinta-feira (23), foi a ameaça sofrida pela mãe de uma das vítimas do grupo criminoso investigado por homicídios na cidade de Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas. Segundo o delegado Humberto Cassiano, titular da Delegacia de Homicídios da 11ª Região, a mulher foi obrigada a deixar o município sob ameaça de morte.
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De acordo com as investigações, os criminosos — apontados como braço da facção Comando Vermelho — atuavam principalmente no período noturno, invadindo casas e se passando por policiais para executar vítimas. Além dos homicídios, o grupo também exercia controle social sobre a população, impondo medo e silêncio na comunidade.
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“A mãe de uma das vítimas foi ameaçada de morte caso não deixasse o município em até uma hora”, destacou o delegado.
A atuação criminosa tinha como base a região de Branquinha, com tentativa de expansão para União dos Palmares, onde entrava em confronto com outras organizações.
A operação resultou no cumprimento de mandados judiciais, com três pessoas presas e duas mortas após confronto com a polícia. Um dos suspeitos foi detido em flagrante com arma de fogo. Ao todo, quatro armas e uma quantidade de drogas foram apreendidas.
Segundo a polícia, o avanço das investigações só foi possível após o relato de uma vítima sobrevivente, que identificou os envolvidos, além do trabalho de inteligência das forças de segurança. O grupo é suspeito de, pelo menos, três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio, ligados à disputa pelo tráfico de drogas na região.
As investigações seguem para identificar novos integrantes e aprofundar a estrutura do grupo.



