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Mãe denuncia suposto abuso contra filho em padaria de Maceió


Michelle Bittencourt fez denúncia nas redes sociais, além de registrar Boletim de Ocorrência

Uma moradora do bairro da Ponta Grossa, na Zona Sul de Maceió, utilizou as redes sociais para denunciar um suposto caso de importunação sexual e abuso psicológico contra seu filho de 15 anos. Segundo o relato de Michelle Bittencourt, o episódio teria ocorrido no último sábado (16), nas dependências de uma padaria localizada em frente…

Uma moradora do bairro da Ponta Grossa, na Zona Sul de Maceió, utilizou as redes sociais para denunciar um suposto caso de importunação sexual e abuso psicológico contra seu filho de 15 anos. Segundo o relato de Michelle Bittencourt, o episódio teria ocorrido no último sábado (16), nas dependências de uma padaria localizada em frente à residência da família, onde o adolescente prestava serviços.

A denúncia

A mãe inicia o vídeo visivelmente emocionada e chorando, afirmando que decidiu gravar o depoimento porque “está cansada e precisa de ajuda”. Sem dizer o nome do estabelecimento, ela relata que seu filho Gabriel, de 15 anos, era menor aprendiz no local.

Michelle relata que a pessoa que se dizia responsável pelo setor onde o adolescente trabalhava tocou nas partes íntimas do jovem e ficou proferindo palavras de cunho pornográfico, dizendo que ele era “gostoso” e detalhando o que faria com ele. Ela menciona, ainda, que o homem falou também do outro filho dela, de 13 anos.

Conforme a versão apresentada pela família, o jovem apenas relatou o ocorrido aos pais no dia seguinte (17). Ja na segunda-feira (18), os responsáveis procuraram a direção da empresa para relatar o caso e exigir providências. No entanto, a mãe alega que o acolhimento inicial não foi o esperado.

A postura dos proprietários e a demissão

Segundo ela, os proprietários foram até a sua residência e ofereceram pagar um tratamento psicológico para o adolescente. No entanto, o jovem não quis mais continuar trabalhando no local, pois a empresa afirmou que manteria o acusado trabalhando, o que significaria que o adolescente continuaria convivendo no mesmo ambiente com o abusador, inclusive em horários em que ficava sozinho com ele.

A mãe relata também que os donos da padaria tentaram se esquivar da responsabilidade, alegando que a empresa não tinha culpa e não poderia ser responsabilizada. Michelle contesta essa postura no vídeo, exclamando: “Como não tem culpa? Vocês estavam com um abusador tarado dentro da empresa!”.

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Ela reforça que seu filho foi desligado da empresa porque a família deu forças para que ele saísse, já que não havia condições de convivência. Ela afirma que a empresa só realizou a demissão do funcionário após se sentir pressionada quando a família oficializou a queixa junto à Polícia Civil, com a realização do Boletim de Ocorrência (B.O.).

Críticas à atuação da polícia e pedido de justiça

No trecho final do vídeo, Michelle mostra o documento registrado por ela. Ela faz duras críticas à lentidão e à atuação das autoridades envolvidas, afirmando que a justiça do homem é “falha”.

Segundo seu desabafo, por se tratar de um crime contra um menor de idade, a polícia deveria ter ido imediatamente ao estabelecimento, cercado o local, conversado com o dono e prendido o suspeito em flagrante. Ela lamenta que, enquanto a padaria continua funcionando normalmente “como se nada tivesse acontecido”, o filho dela está traumatizado em casa, com medo e sem querer “botar a cara na porta”.

Padaria emite nota e mãe relata novos desdobramentos

Após a repercussão das imagens na internet, a empresa de panificação emitiu uma nota oficial de esclarecimento. No texto, a administração informou que realizou o desligamento do colaborador assim que tomou conhecimento formal da situação, repudiou veementemente qualquer ato de abuso ou assédio e se colocou à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.

Veja a nota na íntegra:

Família volta a questionar postura da padaria

Após a repercussão do primeiro vídeo e de tomar conhecimento da nota emitida pelo estabelecimento, a mãe voltou às redes sociais e em nova gravação contestou o conteúdo da comunicação.

A denunciante afirmou que os proprietários do local teriam recusado a demissão imediata do suspeito na segunda-feira (18), sob a alegação de que dependiam dele para as entregas. De acordo com o depoimento da mãe, os donos disseram que não podiam demitir o funcionário porque não poderiam ficar sem motorista/entregador, que era o único que tinham, e que a família “tinha que entender o lado da empresa”.

Suspeito teria admitido ato em reunião, afirma mãe

Ainda de acordo com o relato da genitora, a empresa teria assumido tal postura, mesmo depois do funcionário, confrontado na presença da gerência da padaria, ter admitido o comportamento e ter dito que “não sabia onde estava com a cabeça quando fez isso”.

Paralelamente, a mãe do adolescente relatou que passou a receber contatos de familiares do ex-funcionário. Segundo ela, parentes do homem alegaram que estão sofrendo ameaças e correndo risco de vida após a exposição do caso, solicitando a remoção dos vídeos da internet. A mulher se recusou a apagar as postagens por entender que a iniciativa faz parte da busca por justiça pelo filho, mas expôs que cogita mudar de endereço.

Possíveis novas vítimas

Michelle chegou a afirmar também que, após a divulgação dos vídeos, outros jovens que trabalharam no mesmo estabelecimento a procuraram para relatar supostos abusos semelhantes praticados pelo mesmo homem no passado.

Ela garantiu que reunirá esses novos relatos e os repassará ao seu advogado para que sejam formalmente anexados ao inquérito policial.

Reprodução

Mensagens de possíveis outras vítimas recebidas pela denunciante





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