CRIME BÁRBARO
Criança foi morta em julho de 2024, e o Ministério Público defendeu o reconhecimento de três qualificadoras
Uma mulher foi condenada a 19 anos de prisão pela morte da própria filha, uma criança de sete anos, assassinada a facadas em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O julgamento de Thamiris Oliveira Braga, de 35 anos, ocorreu nessa quarta-feira (21), no Fórum da Comarca do município, onde o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) sustentou a acusação de homicídio triplamente qualificado.
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Durante a sessão do Tribunal do Júri, a promotora de Justiça Andrea de Andrade Teixeira defendeu o reconhecimento de três qualificadoras: o emprego de meio cruel, o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido contra uma criança menor de 14 anos.
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Segundo o Ministério Público, a argumentação apresentada em plenário buscou evidenciar as circunstâncias do assassinato e a responsabilidade penal da acusada. Ao final do julgamento, a ré foi condenada a 19 anos de prisão.
Em manifestação sobre o resultado, a promotora destacou que a decisão representa uma resposta do sistema de Justiça à violência contra crianças e reforça a atuação institucional na defesa da vida e na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 6 de julho de 2024. Após ser ferida a facadas, a menina foi socorrida e levada ao Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Alagoas apontaram a própria mãe como autora do assassinato. Com base nos elementos apurados, o MPAL apresentou denúncia contra Thamiris. A ação penal foi inicialmente conduzida pela promotora de Justiça Lídia Malta, que também acompanhou o começo da instrução processual.
A mulher foi presa em flagrante na época do crime e permaneceu custodiada no sistema prisional alagoano. Conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público, exames toxicológicos realizados posteriormente identificaram a presença de cocaína.
A condenação foi resultado do julgamento pelo Tribunal do Júri. O caso teve grande repercussão pela morte violenta da criança e pela relação familiar entre a vítima e a condenada.
