Mamonas Assassinas: qual a causa do acidente que matou os integrantes?


O sucesso dos Mamonas Assassinas foi interrompido de forma trágica em 1996. A banda vivia o auge da carreira. O grupo morreu em um acidente aéreo ao voltar para São Paulo de um show em Brasília, na noite de 2 de março de 1996.

Estavam na aeronave os cinco integrantes: o vocalista Dinho, Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria). Também estavam a bordo o secretário Isaac Shurelambers Souto, o segurança Sérgio Reco Porto, além do piloto Jorge Martins e do copiloto Alberto Takeda.

Veja fotos do acidente: 

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Os Mamonas Assassinas vão ganhar um memorial em São Paulo
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Os Mamonas Assassinas vão ganhar um memorial em São Paulo

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Placa comemorativa do memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas
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Placa comemorativa do memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas

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A morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas completa 30 anos em breve
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A morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas completa 30 anos em breve

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Pai de Sérgio e Samuel mantém quartos intactos
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Pai de Sérgio e Samuel mantém quartos intactos

Fraga Alves/Especial para o Metrópoles

O que causou o acidente?

A investigação apontou como principal causa a exaustão do piloto, que estava em atividade desde o dia anterior, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Também foram considerados fatores como a baixa visibilidade noturna, falhas de comunicação, possíveis problemas na aeronave e a pouca experiência do copiloto como causas do acidente.

A viagem começou em 1º de março, quando a tripulação embarcou no Learjet 25D, prefixo PT-LSD, operado pela Madri Táxi Aéreo. O voo partiu de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e fez escalas. A aeronave passou por Piracicaba e seguiu para Guarulhos no dia seguinte.

Depois, o grupo embarcou para Brasília às 15h. Ainda no mesmo dia, às 21h58, a mesma tripulação decolou de volta para São Paulo, trajeto interrompido pelo acidente.

O piloto, que somava 14 horas de voo no retorno a São Paulo, enfrentou dificuldades na aproximação para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ao realizar uma arremetida, a aeronave seguiu na direção contrária ao procedimento adotado na região e acabou atingindo a Serra da Cantareira.

Às 23h16, após falhas de comunicação entre o controle de voo e a cabine, o avião colidiu com um dos morros, a mais de mil metros de altitude. Um piloto de outra aeronave identificou uma nuvem densa de fumaça na região. As equipes de resgate chegaram horas depois, em uma área de difícil acesso. Ninguém foi encontrado com vida.



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