Manobra do Senado atende governo Lula e preserva direito de voto para presos


Preso provisório vota em unidade prisional da Bahia (Foto: Reprodução Defensoria Pública da Bahia)

Espécie de “cemitério” de projetos da Câmara contra o crime, como a redução da maioridade penal, o Senado retirou do projeto Antifacção a emenda, aprovada por ampla maioria dos deputados federais, que revogava o direito de voto de presos provisórios. A medida não interessava ao PT e aliados, que votaram contra, mas na Câmara prevaleceu a vontade da maioria conservadora, muitos deles lembrando que a população carcerária, majoritariamente, vota em Lula (PT).

Câmara, de novo

Alterado no Senado, nesse caso para pior, o projeto Antifacção retornou à Câmara, que pretende reintroduzir o fim do direito de voto dos presos.

Palanque no cárcere

Os deputados que lutaram pela aprovação do texto original acreditam ainda que o projeto Antifacção extinguirá campanha eleitoral em presídio.

Proposta gaúcha

A proposta da Câmara, excluída no Senado, foi do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que em novembro havia comemorado a aprovação.

Tudo como antes

Graças ao “cemitério” Senado, o eleitorado petista nas prisões continua com “direito de voto”. Só aqueles com trânsito em julgado são impedidos.

Ministro do STF Flávio Dino com o presidente Lula (Foto: Fellipe Sampaio/CO/STF)

STF salva Lula de desgaste com supersalários

Como a coluna registrou, Lula vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação suposta análise de veto de projeto que libera salários acima do teto constitucional para a elite dos servidores no legislativo e, agora, conta com o Supremo Tribunal Federal para não confrontar a Câmara. O presidente da corte, ministro Edson Fachin, marcou para 25 de fevereiro a sessão que vai decidir sobre liminar que suspendeu indecorosa benesse. A data deve livrar Lula de ter que decidir se veta ou não o texto.

Tanto faz

Lula tem 15 dias úteis para decidir o que fazer, contados a partir do recebimento pela Casa Civil. Deve coincidir com a data do julgamento.

Problemas à frente

O petista não pode se dar ao luxo de confrontar a Câmara, ainda quer aprovar este semestre projetos eleitoreiros, como fim da escala 6×1.

Conversa mole

Lula tenta colar a lorota de que não sabia da votação do penduricalho, só que o assunto foi tratado na reunião de líderes da Câmara.

Culatra

A música “Meu Amigo Flávio [Bolsonaro]” do comediante Murilo Couto– em tom de piada nas redes – acabou capturada por apoiadores do filho do ex-presidente. Em menos de 24h virou trendig topic e ‘hino’ na direita.

PL é amigo

O Partido Liberal (PL) também entrou na piada da música “Meu Amigo Flávio”, divulgada com outras intenções pelo comediante Murilo Couto: “Todo mundo quer ser amigo do Flávio Bolsonaro. Zerou a vida!”

Diferente

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Pode-MG) vê o Brasil “já diferente” por conta da CPMI, que “não foi criada para agradar interesses” e sim “para defender quem não tem lobby, advogados caros”.

Piada é outra

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se apropriou da piada: “Meu amigo Flávio vai lutar para o Brasil voltar a ter ambiente favorável seguro para quem quer empreender”, disse ele sobre o recorde de empresas falidas no Brasil, em 2025, sob Lula. Mais de seis vezes o número de 2022.

Arrependimento rápido

A postagem do perfil oficial da Casa Civil de Lula (PT) que caracterizou como “playboy” quem ganha mais de R$5 mil poderia ter consequências jurídicas para o governo e sua equipe de comunicação. Foi apagada.

É o Brasil

Condenada por matar os pais, a criminosa Suzane von Richthofen virou inventariante da fortuna do tio, estimada em aproximadamente R$5 milhões. A nomeação foi da Justiça de São Paulo.

Master no TCU

Chega nesta semana ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus (TCU) o parecer técnico de auditores da corte de contas sobre a liquidação do Banco Master. O plenário deve receber o voto do ministro em março.

Divórcio

No Rio Grande do Sul, o Progressistas pulou fora da aliança com o PSD e não quer apoiar o nome do MDB, escolhido pelo governador Eduardo Leite. Vai fechar apoio ao PL, que lança Luciano Zucco ao governo.

Pergunta no cárcere

Condenado vota em descondenado?



Fonte: Gazetaweb