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Marido morto em acidente e mulher degolada: o que se sabe sobre o caso


Sara Letícia Antunes Oliveira Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada morta na casa onde morava, em Itapetininga (SP). Polícia investiga se o marido dela, que morreu em acidente, é o autor do crime — Foto: Arquivo Pessoal

A esposa do homem que morreu ao bater de frente contra uma carreta na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Itapetininga (SP), na manhã de terça-feira (16), foi encontrada degolada dentro da casa onde morava horas depois do acidente fatal. A Polícia Civil investiga se as mortes de Sara Letícia Rodrigues, de 25 anos, e de…

A esposa do homem que morreu ao bater de frente contra uma carreta na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Itapetininga (SP), na manhã de terça-feira (16), foi encontrada degolada dentro da casa onde morava horas depois do acidente fatal.

A Polícia Civil investiga se as mortes de Sara Letícia Rodrigues, de 25 anos, e de Diego Rodrigues, de 35, estão relacionadas. O casal assinaria o divórcio na data do crime e, segundo o delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Nunes, a hipótese é que o homem não aceitava o fim do relacionamento.

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1. Como o acidente ocorreu?

Segundo informações da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente aconteceu no quilômetro 185. Diego teria invadido a pista contrária e batido contra a carreta. Ele morreu na hora.

Em imagens feitas por motoristas que passavam pelo local, é possível observar que o carro ficou destruído após a batida. Diego ficou preso às ferragens e precisou ser retirado com a ajuda de uma ambulância.

2. Como foi o depoimento do caminhoneiro?

À Polícia Civil, o motorista da carreta que foi atingida por Diego relatou que foi surpreendido pelo carro vindo na contramão. Ele não se feriu.

“O caminhão ficou bem estragado. Chamou muito a atenção o fato de que aqui, no Plantão Policial, o caminhoneiro dizia a todo momento que aquela pessoa havia interceptado a trajetória, havia entrado na frente do caminhão”, comenta o delegado.

3. De que forma a família foi avisada?

Segundo o delegado Luiz Henrique Nunes, os policiais entraram em contato com familiares de Diego, que tentaram avisar a esposa sobre o ocorrido. No entanto, a mulher não foi localizada por telefone.

“A esposa então se dá por desaparecida. Esse é o primeiro contato que chega para a Delegacia Seccional. Neste momento, um irmão da esposa, percebendo que realmente algo de estranho estava acontecendo, consegue entrar na casa do casal, pula o muro e lá descobre a irmã morta em cima da cama”, explica o delegado.

4. Sara já estava morta?

Sim. A mulher foi encontrada degolada na cama da casa onde morava, na Vila Asem. Familiares tentaram socorrê-la mas ela já estava sem sinais vitais.

Ainda segundo o delegado, o casal tem um filho de um ano e a suspeita é de que o homem deixou a criança aos cuidados da avó paterna para cometer o crime.

5. Como o corpo dela estava?

Segundo o boletim de ocorrência, Sara Letícia foi encontrada no quarto, que estava com grande quantidade de sangue. O corpo já em rigidez cadavérica; no entanto, segundo o irmão da vítima, o cadáver ainda apresentava temperatura corporal alta.

O corpo da vítima estava envolto e com o rosto coberto por um tecido, com apenas o cabelo à mostra. Familiares de Sara tentaram reanimá-la e chamaram a emergência, porém, ela já estava morta.

6. Como o caso é investigado?

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o caso está sendo investigado como feminicídio pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade.

Até a publicação desta reportagem, a hipótese é de que Diego teria cometido o feminicídio, deixado o filho do casal com a avó paterna e, em seguida, provocado o acidente de trânsito que causou a morte dele.

“Estamos trabalhando com indícios, e é importante destacar isso. Mas, neste momento, a linha investigativa aponta para um feminicídio seguido do suicídio do autor”, afirmou Luiz Henrique.





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