Gassi Paola de Souza Mazia, médica de 37 anos encontrada sem vida ao lado do filho bebê, morreu em razão de uma hemorragia aguda após levar 14 facadas e ser esganada, em Maringá (PR). A informação consta no laudo pericial da vítima e foi divulgada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O feminícidio ocorreu na noite do último dia 5. Segundo as investigações, a médica teria sido assassinada pelo marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, preso no mesmo dia do crime.
Conforme o laudo de necrópsia da vítima, João teria esfaqueado a esposa 14 vezes e, após isso, a teria esganado para concretizar o crime. O boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar diz que havia três facas ao lado do corpo da médica.
“A causa da morte foi hemorragia aguda causada pelas múltiplas feridas perfurocortantes”, informou a Polícia Civil do Paraná.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) aponta que João Vitor cometeu feminicídio por não aceitar o término do relacionamento. Segundo o órgão, João teria invadido o apartamento da médica, executado ela “covardemente” e passado algumas horas com o corpo dela no local.
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do Metrópoles
Após um tempo, ele teria fugido e deixado o filho de oito meses sozinho no local, junto com a mãe, que estava morta.
Relembre
Gassi foi encontrada morta dentro do apartamento, ao lado do filho bebê, que chorava no momento.
Segundo testemunhas, moradores da região acionaram a Polícia Militar (PMPR) após ouvirem um bebê chorar por muito tempo e ninguém dentro do apartamento atender a porta.
Diante disso, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Paraná (CBMPR) foram acionadas. Ao entrarem no local, encontraram Gassi com perfurações no corpo e o filho bebê chorando ao lado do corpo da mãe.
Nas redes sociais, a Prefeitura de Sarandi, onde Gassi prestava atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, lamentou a morte da profissional da Saúde e repudiou o feminicídio.
O suspeito é advogado e ocupava um cargo comissionado na Prefeitura de Marinalva. Após a prisão, o município informou que o investigado foi exonerado, em nota nas redes sociais.



