O cantor Gaab, de 27 anos, virou notícia na última semana após se afastar das redes sociais depois de receber críticas relacionadas à sua perda de peso com o uso de Mounjaro.
“Nem do meu próprio corpo posso decidir mais o que fazer? Cansei disso daqui, de coração. Já que vocês preferem como eu era antes, entrem nas minhas músicas antigas e curtam lá. Não apareço mais aqui”, disse o cantor em uma publicação.
A perda de peso
O artista, que é filho de Rodriguinho, contou que utiliza Mounjaro há pouco mais de um ano. Segundo ele, foram eliminados cerca de 40 kg ao longo do processo, sendo aproximadamente 20 kg durante o uso do medicamento e outros 20 kg após interromper o tratamento.
Especialistas ouvidos pela coluna explicam que uma perda de peso dessa magnitude precisa ser avaliada de forma individual, levando em consideração não apenas o número na balança, mas também a composição corporal, a alimentação e as condições de saúde do paciente.
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do Metrópoles


Gaab emagreceu mais de 40kg
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Gaab, filho de Rodriguinho, foi criticado por ter emagrecido mais de 40 kg
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Gaab rebate críticas após perder 40 kg e mostrar antes e depois
Reprodução/Instagram @gaab

Antes e depois: filho de Rodriguinho, Gaab elimina 40 kg e rebate críticas
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Gaab, filho de Rodriguinho, desabafa após críticas por perda de peso
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Gaab emagreceu mais de 40kg
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Cantor Gaab
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Cantor Gaab
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Gaab emagreceu mais de 40kg
De acordo com o nutrólogo Murillo Monteiro, não é possível determinar se uma perda de 40 kg foi segura apenas pela quantidade de quilos eliminados: “É preciso saber de qual peso o paciente partiu, em quanto tempo essa perda ocorreu, qual foi a redução percentual do peso corporal e, principalmente, o que aconteceu com sua composição corporal e seu estado de saúde durante o processo”, explicou.
A medicação
O especialista destacou que a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, pode proporcionar perdas de peso expressivas, mas ressaltou que o objetivo do tratamento não deve ser simplesmente eliminar o maior número possível de quilos.
“O objetivo do tratamento da obesidade não deve ser simplesmente ‘perder o máximo de peso possível’. É reduzir, principalmente, o excesso de gordura, preservando, tanto quanto possível, massa muscular, força, funcionalidade e adequado estado nutricional”, afirmou.
Murillo alertou também que, além do peso, outros indicadores precisam ser acompanhados durante o processo: “Devemos acompanhar composição corporal, ingestão alimentar, força e função muscular, sintomas gastrointestinais, hidratação e parâmetros metabólicos e laboratoriais individualizados. Uma perda muito rápida associada a ingestão alimentar insuficiente, fraqueza ou perda relevante de massa magra exige reavaliação do tratamento”, enumerou.
Atenção à alimentação
A nutricionista Krysna Büttner reforçou, ainda, que a alimentação merece atenção especial durante o tratamento, principalmente porque o medicamento pode reduzir significativamente o apetite.
“O Mounjaro reduz bastante o apetite em muitas pessoas e, na prática clínica, vemos pacientes que passam a comer muito pouco. Se isso não for bem conduzido, pode faltar proteína, vitaminas, minerais, fibras e até água”, comentou.
A ingestão de proteínas é fundamental para preservar a massa muscular durante o emagrecimento: “Durante um processo de emagrecimento, não queremos perder apenas peso na balança: precisamos preservar o máximo possível de massa muscular. Por isso, é importante distribuir boas fontes de proteína ao longo do dia e associar o tratamento à prática de exercícios, principalmente musculação”, esclareceu.
Variação da ingestação
Murillo Monteiro também chamou atenção para a necessidade de manter uma alimentação variada: “A alimentação precisa ser pensada não apenas em quantidade de calorias, mas principalmente em densidade nutricional. É importante manter variedade alimentar, incluindo fontes de proteínas de boa qualidade, verduras, legumes, frutas, leguminosas, cereais integrais e outras fontes de micronutrientes”, observou.
O nutrólogo ressaltou que possíveis deficiências devem ser avaliadas individualmente: “Ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio e outros micronutrientes podem merecer atenção conforme a alimentação, condições clínicas, sintomas e exames do paciente. Suplementação não deve ser automática para todos: deve ser indicada quando houver necessidade ou risco identificado”, disse.
Manutenção do resultado
Para o especialista, a manutenção do resultado deve fazer parte do planejamento desde o início do tratamento: “O medicamento pode diminuir a fome, mas não diminui as necessidades do organismo por proteína, vitaminas, minerais e água. Por isso, acompanhamento médico e nutricional faz parte de um tratamento de obesidade bem conduzido”, pontuou.
A popularização do Mounjaro entre celebridades e nas redes sociais também acende um alerta para o uso do medicamento sem acompanhamento profissional. Segundo Krysna Büttner, um dos principais erros é acreditar que o resultado obtido por uma pessoa será necessariamente reproduzido por outra.
“Estamos falando de um medicamento, com indicações, contraindicações e possíveis efeitos adversos, e não de uma estratégia estética que deve ser utilizada sem acompanhamento”, relatou.
Perda de massa
Outro comportamento que pode trazer riscos é tentar acelerar o emagrecimento reduzindo excessivamente a alimentação: “Uma perda de peso muito rápida e sem cuidado nutricional pode favorecer perda de massa muscular, fraqueza e uma alimentação insuficiente em nutrientes”, revelou a nutricionista.
Ela também chamou atenção para a forma como os resultados são apresentados nas redes sociais: “As redes sociais mostram muito o ‘antes e depois’, mas raramente mostram todo o tratamento que existe entre essas duas fotos”, alertou.
E prosseguiu: “Mounjaro pode ser uma ferramenta extremamente importante quando bem indicado, mas não substitui acompanhamento médico, nutricional, atividade física e mudança de hábitos”, analisou.
Sem comparações
A nutróloga Mariana Comério disse que a aparência de uma pessoa não deve ser utilizada como parâmetro para julgar a qualidade ou a segurança de um tratamento.
“O paciente que emagrece não precisa justificar sua transformação para a internet. O que importa é entender se aquele processo está sendo conduzido de forma segura, se existe acompanhamento e se a perda de peso está promovendo melhora da saúde e da qualidade de vida”, opinou.
Para a especialista, também é necessário evitar os extremos em relação ao uso de medicamentos para emagrecimento: “Precisamos combater tanto o preconceito contra quem utiliza tratamento médico quanto a ideia de que medicamentos para emagrecer devem ser usados indiscriminadamente”, concluiu.



