QUEM ERA
Durante a despedida, parentes e equipe da escola lembraram da personalidade do garoto e pediram justiça
Peterson Ykaro, de apenas 6 anos, morto na segunda-feira (7), em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, em Maceió, em um crime que tem como principal suspeito Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô da criança, é lembrado por familiares e amigos como um menino alegre, carinhoso, brincalhão e cheio de sonhos. Durante o velório e o sepultamento, realizados nesta terça-feira (8), parentes e profissionais da escola onde ele estudava prestaram homenagens e falaram sobre a convivência com o garoto.
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A tia-avó da criança, Raquel Simplício, contou que a família ainda tenta lidar com a tragédia e destacou o carinho que Peterson recebia de todos.
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“Está muito desesperado lá, mãe, o pai, os tios, as tias, todo mundo, os vizinhos. Ele era uma criança muito amada aqui, todo mundo gostava dele, ele era muito brincaião e é lamentável, né?”
Outra parente, Rita de Cássia, lembrou que o menino fazia parte da rotina da família e que era conhecido pela alegria.
“Ele sempre fez parte da nossa convivência, mas era um menino feliz, alegre, brincalhão. E todo mundo da família amava, né? Ele, de repente, acontece uma tragédia dessa, né? Que Deus leve ele, receba ele de braços abertos. Era um anjinho, né? Papai do céu, conceda a ele.”
A morte de Peterson também abalou a comunidade escolar. Em sinal de luto, a direção suspendeu as aulas nesta terça-feira. Professores e coordenadores participaram da despedida e prestaram apoio aos familiares.
O diretor da escola, Wanderson Santos, falou sobre a convivência diária com o estudante.
“O Ricardo é um menino que a gente tem o maior apreço com ele na escola, um menino dedicado. E a gente gostava muito dele, né? E a gente está dando, veio aqui dar o suporte também para a família, liberando as turmas, liberando as aulas. E disponibilizamos, falando com a prefeitura, disponibilizamos o ônibus para a assistência da família. Mas é muito triste, triste para a gente, triste para a gente conviver com ele, né? Diariamente, muito triste.”
Durante a despedida, familiares também cobraram justiça. Ainda sem compreender a motivação do crime, Raquel Simplício fez um apelo para que o responsável seja punido.
“Sem entender porque até então o tio tinha um vínculo com ele, e ninguém sabe explicar o propósito que ele fez isso. Ele já foi preso, já foi encontrado e espero que a justiça seja feita, que não soltem ele nem tão cedo, ele pague pelo que ele mereceu. Uma barbaridade, não é?”
Emanuel Vicente, de 46 anos, foi preso e é investigado por estupro de vulnerável seguido de morte. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que a conclusão dos laudos periciais será fundamental para esclarecer a dinâmica do crime.




