Uma criança de 10 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal e classificada com nível 3 de suporte foi agredida com um tapa nas costas por um monitor escolar dentro de uma unidade da rede pública do Distrito Federal.
O caso ocorreu em março deste ano, na Escola Classe 13 de Taguatinga. De acordo com a denúncia recebida pela coluna Na Mira, no dia da agressão, a professora regente fazia sua pausa e a criança ficou sob cuidados do monitor escolar.
Momentos depois, a docente ouviu choro intenso por parte do aluno, resolveu verificar e, quando entrou na sala de aula, teria flagrado o monitor desferindo um violento tapa nas costas da criança autista.
Ainda segundo o relato, a educadora acolheu o estudante e relatou o caso à direção da escola, que teria minimizado a agressão. Em nota, a Secretaria de Educação (SEEDF) disse que apura o caso (leia no fim da matéria).
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do Metrópoles
O Metrópoles recebeu imagens das agressões, que deixou marcas visíveis nas costas da criança. É possível notar que a silhueta dos dedos ficou marcada no local atingido, mesmo ocorrendo por cima do uniforme escolar.
Veja:

Marca da mão do monitor nas costas da criança
Material cedido ao Metrópoles

Marca da mão do monitor nas costas da criança
Material cedido ao Metrópoles

Marca da mão do monitor nas costas da criança
Material cedido ao Metrópoles
Omissão
O pai do aluno foi chamado para uma reunião no mesmo dia em que a agressão teria ocorrido. Porém, de acordo com a denúncia, a direção do colégio não citou o tapa sofrido pelo aluno, tratando apenas sobre “problemas de comportamento” da criança.
Apenas 20 dias após o ocorrido, em nova reunião com a direção da escola, o pai do aluno teria sido informado sobre a agressão, mas o caso foi tratado apenas como uma “necessidade de contenção física superior ao habitual” por parte do monitor.
Segundo o relato, mesmo com a gravidade do caso, o monitor teria continuado a conviver no mesmo ambiente que a criança — que ficava nervosa ao ver ou ouvir a voz do autor — durante cerca de dois meses após a agressão.
O que diz a Secretaria de Educação
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação disse que o caso está sendo apurado no âmbito da Corregedoria, em conformidade com a legislação vigente.
“Os procedimentos disciplinares possuem caráter sigiloso, nos termos da Instrução Normativa nº 2, de 19 de outubro de 2021, da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), e do caput do art. 220 da Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011”, afirmou a pasta.


