Mulheres acima de 60 anos expõem 50 peças de artesanato no Teatro Deodoro em Maceió


Mais de 50 obras de artesanato produzidas por mulheres com mais de 60 anos estão expostas na Galeria de Artes do Complexo Cultural do Teatro Deodoro. A mostra Florescer para Reviver celebra a arte e o protagonismo da terceira idade. As peças foram criadas por idosas cadastradas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CRAS) da área lagunar.

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A exposição apresenta diversidade de técnicas. Pinturas em telas, colagens e instrumentos musicais compõem o acervo. As participantes desenvolveram trabalhos que demonstram suas habilidades artísticas.

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Maria Rita, de 68 anos, descobriu o interesse pelo artesanato após atingir a terceira idade. O fuxico tornou-se sua atividade favorita.

“Eu sou muito ativa, trabalho muito, sou dona de casa, vendedora. E eu digo, não, eu preciso dar uma parada, né? Porque pra fazer fuxico, você senta, você relaxa, você vai unindo, fazendo as coisas, vai criando e vai fazendo. Daí é o meu momento de relaxar e descansar”, afirmou.

A artesã destacou a importância do grupo. “E faço parte de um grupo que incentiva e sempre tem novidades, aí eu sempre tô lá, fazendo”, disse Maria Rita. Ela expressou satisfação com a exposição. “Fico encantada, né? Fico feliz de ver o trabalho de todos os colegas junto com o meu. E incentivando para fazer cada vez mais, né? O que aparecer, eu vou fazer.”

Arte como instrumento de inclusão social

A mostra tem como objetivo reforçar o papel da arte como instrumento de criação de novos vínculos. A exposição estimula a autonomia e a valorização da população idosa. Uma das organizadoras explicou a proposta. “Valorizar o idoso é realmente a gente se ver lá no futuro, porque o envelhecimento é um processo, então vamos envelhecer com qualidade de vida, promover a inclusão social e ser feliz.”

Uma das coordenadoras destacou o resultado do trabalho. As participantes “colocaram à exposição as ideias que achavam que não eram capazes, mas está aí o resultado do nosso trabalho que tá sendo muito proveitoso pra elas.”

Maria Nazaré, de 78 anos, exibe peças de crochê que desenvolve. Ela comentou sobre a técnica.

“Tem pontos que a gente acha difícil, né? Mas outros não. Esse mesmo é fácil, porque esse ponto alto, né? O ponto alto é o mais fácil que existe.”

As idosas participantes são atendidas pelo CRAS da área lagunar. Uma representante do serviço afirmou que “são pessoas realmente que necessitam da assistência e a assistência é dada de forma coerente, o que o idoso gosta, o que o idoso merece. Então, envelhecimento, empoderamento e arte. Esse é a nossa palavra-chave da exposição.”

Maria Nazaré ressaltou a importância do serviço. “O Cras é uma segunda mãe pra gente, porque é no Cras que a gente se distrai, a gente passeia. É muito importante. O Cras é muito importante pra gente, muito significativo.”

Visitantes elogiam trabalhos expostos

As obras expostas atraem visitantes que circulam pelo complexo. Uma visitante comentou sobre os trabalhos. “Lindo, muito lindo. A gente gostou muito da bolsa, de crochê, a Serena logo… A gente estava procurando uma para ela vir para o balé e ela achou muito linda.”

A exposição também desperta o interesse das novas gerações. Serena levou uma bolsa de crochê. A menina manifestou o desejo de aprender a arte com a avó. “Se eu tivesse também, eu ia pegar um monte de material e decorar minha casa inteira”, disse.

Serena confirmou ter vontade de aprender crochê. “É, vou falar com minha avó. Ela faz toquinha, ela faz cachecol, aí eu gosto bastante dessas coisas de crochê.”

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Fonte: Gazetaweb