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No Dia Nacional de Combate ao Bullying, Seduc celebra avanços do Programa Coração de Estudante


06/04/2025 09:22 | Editais e vagas

No Dia Nacional de Combate ao Bullying, Seduc celebra avanços do Programa Coração de Estudante

Mais de 80 profissionais atuam na rede estadual para fortalecer saúde mental e prevenir o bullying


Escola teve mudanças positivas após o programa

Alexandre Teixeira/Ascom Seduc

Yasmin Henrique / Ascom Seduc

 

Nesta segunda-feira, 7 de abril, o Brasil celebra o Dia
Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, uma data fundamental
para reforçar a importância da prevenção e do enfrentamento dessas práticas
nocivas no ambiente escolar. Desde 2011, essa data também é reconhecida por lei
como o Dia de Combate ao Bullying nas Escolas Públicas Estaduais de Alagoas.

Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) tem
se destacado com iniciativas inovadoras que promovem mais segurança e bem-estar
aos estudantes da rede estadual. Entre as principais ações, está o programa
Coração de Estudante, lançado em março de 2024, com um investimento de R$ 4
milhões e focado na saúde mental dos alunos.

 

Com 60 psicólogos e 20 assistentes sociais distribuídos
estrategicamente, o programa já realizou 33 mil atendimentos desde fevereiro,
encaminhando alunos para suporte especializado sempre que necessário. Além
disso, promove a distribuição de materiais didáticos e o fortalecimento das
competências socioemocionais dos estudantes, contribuindo para um ambiente
escolar mais acolhedor e seguro.

 

Impacto direto e duradouro

 

A presença de psicólogos e assistentes sociais tem sido
essencial para a construção de um ambiente mais acolhedor na Escola Estadual
José Corrêa da Silva Titara, escola de ensino médio integral, localizada em
Massagueira – Marechal Deodoro.

Atuando na escola, a psicóloga Sandra Abreu enfatiza a
relevância do trabalho em grupo, realizado por meio de rodas de conversa,
palestras e atividades educativas voltadas para estudantes, professores,
gestores e familiares.

 

“O psicólogo escolar não realiza atendimento clínico, mas
faz acolhimentos e encaminhamentos. Temos observado uma redução significativa
nos casos de bullying, ansiedade e depressão”, destaca Sandra.

 

A gestora geral da escola, Lucilene Rodrigues, também
reforça a importância de projetos permanentes no combate à violência escolar.
“Nossos alunos passam nove horas na escola. É importante se sentir acolhido e
seguro. Quando um estudante é afetado pela violência, isso impacta sua saúde
mental e seu desempenho acadêmico”, explica. Segundo a gestora, essa
preocupação está presente desde a semana pedagógica, garantindo a continuidade
das ações ao longo do ano letivo.

 

Ações de conscientização

 

Os estudantes também percebem as mudanças. Raquel Laurindo,
de 16 anos, relata a transformação promovida pela presença da psicóloga no
ambiente escolar. “O bullying é um tema complicado. Tanto para quem sofre
quanto para quem presencia, porque existe o medo de se envolver e virar alvo
também. Mas, com a chegada da Sandra, muitos alunos se sentiram mais seguros
para pedir ajuda e falar sobre o que estavam passando. Fez muita diferença”,
comenta.

 

Dentre as atividades promovidas na escola, estão rodas de
conversa sobre bullying, respeito à diversidade e conscientização sobre o uso
dos cordões de identificação por estudantes com Transtorno do Espectro Autista
(TEA). “Muitos alunos evitam usar os cordões por medo de julgamentos.
Trabalhamos a conscientização e explicamos que o bullying é crime”, ressalta
Sandra.

 

O compromisso da escola é tornar essas iniciativas
permanentes, assegurando que a conscientização e o respeito sejam valores
essenciais no cotidiano escolar. “A escola precisa ser um espaço de aprendizado
e reflexão. Precisamos ensinar os alunos a conviver com as diferenças e
respeitar a dignidade do outro”, conclui Lucilene.





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