O número de militares dos Estados Unidos distribuídos em bases no Oriente Médio chegou a cerca de 50 mil. O envio de tropas ocorre em meio à guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios coordenados dos dois primeiros países contra o território iraniano.
Centenas de militares de Operações Especiais dos EUA chegaram ao Oriente Médio nos últimos dias, segundo relatos de oficiais ao New York Times. O contingente atual representa cerca de 10 mil soldados a mais que o habitual na região. Além das tropas terrestres, o presidente Donald Trump também mobilizou paraquedistas e forças navais. Até o momento, porém, os militares não receberam ordens ou missões específicas.
Apesar do reforço, especialistas ouvidos pelo NYT avaliam que o número ainda é insuficiente para uma incursão terrestre de grande escala. A invasão do Iraque, em 2003, começou com cerca de 250 mil soldados.
Irã se diz preparado para invasão terrestre
Enquanto Donald Trump mobiliza tropas dos EUA para o Oriente Médio, autoridades iranianas dizem estar preparadas para uma possível incursão terrestre dos americanos.
O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de estarem planejando a ofensiva “secretamente”, enquanto mantêm negociações diplomáticas. Ele também disse que os soldados iranianos estão “esperando” a entrada das tropas.
“O inimigo abertamente envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente planeja um ataque terrestre. Mal sabem eles que os homens estão esperando a entrada dos soldados terrestres americanos para lançar fogo sobre suas almas e puni-los e a seus parceiros regionais para sempre”, afirmou.
Ghalibaf citou o plano de paz de 15 pontos que os EUA enviaram ao Irã, por meio do Paquistão, e alegou que os americanos buscam na diplomacia o que não conseguiram por meio da guerra.
“Os Estados Unidos falam de seus desejos e do que não conseguiram na guerra como uma ‘lista de 15 itens’ e buscam isso na diplomacia. Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, a resposta de seus filhos a esses desejos americanos é clara: Jamais aceitaremos a humilhação”.
Com a guerra entre os EUA, Israel e o Irã completando um mês neste fim de semana, ainda não há perspectiva de um desfecho próximo.


