VALE NADA?
Disputa pelo terceiro lugar vale premiação milionária, artilharia, despedida de Didier Deschamps e melhor campanha inglesa desde 1966
Tradicionalmente tratada como um “prêmio de consolação”, a disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo costuma despertar menos interesse do que a decisão do título. Neste sábado (18), porém, França e Inglaterra entram em campo, em Miami, às 18h (de Brasília), com objetivos que vão muito além da medalha de bronze.
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Além de definir quem termina o Mundial no pódio, a partida pode influenciar a corrida pela Chuteira de Ouro, marcar a despedida de um dos técnicos mais vitoriosos da história da França e garantir uma campanha histórica para os ingleses. O confronto ainda distribui uma premiação milionária e reúne os dois elencos mais valiosos do futebol mundial.
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Mbappé mira duas artilharias
Principal estrela da França, Kylian Mbappé ainda tem motivos para buscar a vitória. O atacante chega ao duelo empatado com Lionel Messi na artilharia da Copa do Mundo, com oito gols. Como o argentino leva vantagem no critério de desempate por assistências, o francês precisa balançar as redes para assumir a liderança antes da final.
Mbappé também pode ultrapassar Messi na lista dos maiores goleadores da história dos Mundiais. Atualmente, o camisa 10 da Argentina soma 21 gols em Copas, contra 20 do francês.
A disputa pelo prêmio também envolve Harry Kane e Jude Bellingham, ambos com seis gols.
Último jogo de Deschamps
O confronto também encerra uma das trajetórias mais marcantes da história da seleção francesa.
Didier Deschamps fará sua última partida no comando dos Bleus após 14 anos. Campeão mundial em 2018 e vice em 2022, o treinador pode se despedir conquistando mais um lugar entre os três melhores do torneio.
Antes da partida, Deschamps afirmou que fará mudanças na equipe, mas indicou que alguns titulares, incluindo Mbappé, podem atuar normalmente.
Inglaterra busca feito inédito em 60 anos
Do lado inglês, o objetivo é amenizar a frustração pela eliminação para a Argentina na semifinal.
A seleção tenta conquistar seu melhor resultado em Copas desde o título mundial de 1966. Desde então, a Inglaterra terminou em quarto lugar nas edições de 1990 e 2018, perdendo justamente as disputas pelo terceiro lugar.
Apesar da importância histórica, o técnico Thomas Tuchel admitiu que o sentimento após a semifinal é de frustração.
“Nenhum dos nossos jogadores, ou dos da França, queria disputar esse jogo. Todos queríamos estar na final”, afirmou o treinador.
Milhões em jogo
A partida também vale uma boa quantia em dinheiro. Pela campanha até a semifinal, França e Inglaterra já asseguraram US$ 81 milhões (cerca de R$ 415 milhões) em premiação. Quem vencer o duelo pelo terceiro lugar receberá mais US$ 2 milhões e encerrará a Copa com US$ 83 milhões (aproximadamente R$ 423 milhões).
A edição de 2026 distribui a maior premiação da história da competição. Ao todo, a Fifa reservou mais de US$ 650 milhões às seleções participantes.



