Uma onça-parda foi registrada por câmeras de monitoramento no Sertão de Alagoas. O animal, também conhecido como suçuarana e considerado o segundo maior felino do Brasil, não tinha registro no estado há mais de 25 anos. As imagens foram captadas pelo Instituto SOS Caatinga durante trabalho de monitoramento em área de mata fechada na região.
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O instituto realiza há 20 anos um trabalho de monitoramento em toda a área do sertão alagoano. O objetivo é identificar animais que viviam em abundância na Caatinga e que atualmente estão ameaçados ou praticamente extintos na região.
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Além da onça-parda, as câmeras registraram também a presença de veado-catingueiro, jaguatirica grávida e jacucaca. Todos são considerados animais praticamente extintos na Caatinga alagoana.
O registro da onça parda ocorreu em área de mata fechada no sertão do estado. Embora existam relatos da presença do animal em Pernambuco e Sergipe, o registro em Alagoas é inédito.
O presidente do Instituto SOS Caatinga, Marcos Araújo, informou que o animal registrado é um macho adulto. Como a onça passou rapidamente pela câmera durante a noite, será necessário realizar um trabalho de monitoramento de longo prazo para obter mais informações sobre o animal.
O Instituto SOS Caatinga existe há 23 anos. Ao longo desse período, vem descobrindo novas espécies na Caatinga e pinturas rupestres. Recentemente, o instituto descobriu uma caverna em Belo Monte com aproximadamente 21 mil morcegos.
Marcos Araújo destacou que a conservação da área onde foram feitos os registros é fundamental. O instituto precisa do apoio de todos os órgãos para manter as pesquisas em andamento.
“Durante os 23 anos da existência do Instituto SES Caatinga, muitas pessoas não acreditavam no nosso trabalho”, afirmou o presidente da organização.
O instituto recebe apoio do Ministério Público. A organização necessita de suporte de outros órgãos para expandir o trabalho de educação ambiental e adquirir mais equipamentos. O objetivo é continuar as pesquisas e descobrir outras espécies na Caatinga que precisam ser protegidas.




