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Onda de calor na Europa é consequência das mudanças climáticas


Um estudo divulgado pelo World Weather Attribution (WWA) nesta quinta-feira (25/6) mostra que a onda de calor que atinge a Europa não aconteceria se não fossem as mudanças climáticas. Os pesquisadores concluem que, com um aquecimento global de 1,4°C, o calor extremo já está atingindo os limites da capacidade de nossas sociedades de lidar com ele. 

Segundo o levantamento, uma onda de calor semelhante em junho de 1976 teria sido cerca de 3,5°C mais fria durante o dia e cerca de 2°C mais fria em 2003. Esta já é a onda mais severa registrada na Europa.

“Em 1976, quando alguns dos recordes europeus anteriores foram estabelecidos, as temperaturas de 2026 seriam praticamente impossíveis de ocorrer em junho, além de serem altamente improváveis ​​em qualquer época do ano. Em 2003, durante a primeira grande onda de calor deste século, um calor diurno como este ainda seria muito raro, cerca de 10 vezes menos provável do que hoje”, destaca o estudo.

A pesquisa alerta para as consequências das ondas de calor cada vez mais frequentes. “As ondas de calor causam mais mortes na Europa do que todos os outros desastres naturais combinados. Com o aumento contínuo das temperaturas, o envelhecimento da população, a crescente prevalência de doenças crônicas e o acesso desigual a sistemas de refrigeração e habitações resistentes ao calor aumentam a vulnerabilidade, exercendo uma pressão cada vez maior sobre os sistemas de saúde”, diz.

A análise conclui que o calor intenso está aumentando rapidamente, mesmo em tempos recentes, com eventos desse tipo se tornando dezenas a centenas de vezes mais prováveis ​​desde 2003 e praticamente impossíveis há apenas 50 anos.

Onda de calor na Europa

Altas temperaturas atingem diversos países da Europa nos últimos dias. França, Espanha, Itália e Reino Unido têm registrado temperaturas muito acima da média para esta época do ano, com máximas superiores a 40°C em algumas regiões.

A França é um dos países mais afetados. Nos últimos dias, ao menos 40 pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar diante das temperaturas extremas. O país colocou cerca de metade de seu território sob alerta vermelho.



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