Operação causa prejuízo de mais de R$ 560 milhões ao crime organizado


O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou entre os dias 14 a 19 de março a Operação Desarme, em combate ao tráfico de armas de fogo, munições e explosivos. Ao todo, foram apreendidas, em todo o território nacional, 595 armas de fogo e 17.282 munições, além de 16 toneladas de droga e 2.123 pessoas foram presas.

O prejuízo estimado ao crime organizado, segundo o MJSP, é de R$ 562,5 milhões.

A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), órgão vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Integraram a iniciativa: Polícias civis e militares, de todo o país; Polícia Federal (PF); Polícia Rodoviária Federal (PRF); e Receita Federal.

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Em 5 dias de operação, foram apreendidas 2.123 armas de fogo
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Em 5 dias de operação, foram apreendidas 2.123 armas de fogo

Em 5 dias de operação, foram apreendidas 2.123 armas de fogo
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Em 5 dias de operação, foram apreendidas 2.123 armas de fogo

Mais de 17 mil munições foram apreendidas
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Mais de 17 mil munições foram apreendidas

A ação também apreendeu 16 toneladas de droga
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A ação também apreendeu 16 toneladas de droga

Mais de 2 mil pessoas foram presas
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Mais de 2 mil pessoas foram presas

O diretor da Diopi, Anchieta Nery, conversou com o Metrópoles sobre a operação e destacou a importância da integração das forças federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado.

“Quando todos os atores que têm um pedaço da informação e têm capacidades e atribuições diferentes estão atuando em conjunto, aí a gente tem uma resposta total do Estado para o problema. É isso que a gente está fazendo, endereçando essa resposta total”, afirmou ele.

Anchieta destacou que as operações integradas tendem a aumentar no Brasil com a possível aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no início do mês, e agora aguarda votação no Senado Federal.

“Armas fantasma”

O diretor cita que, recentemente, os grupos de organização criminosa passaram a adotar uma nova tática para a produção e venda de armas: as chamdas “armas fantasma”, fabricadas dentro do Brasil em fábricas clandestinas, com componentes feitos a partir de impressoras 3D.

“Já tivemos operações da Polícia Federal, das polícias estaduais coordenadas pelo MJSP, descobrindo fábricas clandestinas no país, onde você importa apenas um componente ou mesmo produz esses componentes com impressoras 3D. Essa arma é completamente funcional, ela consegue fazer disparos, tem potencial lesivo”.

O método dificulta a rastreabilidade dos armamentos, pois os grupos criminosos conseguem produzir componentes sem número de série ou controle oficial.



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