Após oficializar sua aposentadoria antecipada, o ministro Augusto Nardes já traça os próximos passos fora do Tribunal de Contas da União (TCU).
Entre os projetos que pretende tocar, está a Rede Governança Brasil, iniciativa voltada à difusão de práticas de governança, integridade, ética e transparência na administração pública.

Ministro do TCU Augusto Nardes recebe título de Cidadão Honorário de Brasília
Gustavo Lucena/Metrópoles

Ministro do TCU Augusto Nardes com a honraria entregue pela deputada distrital Paula Belmonte
Gustavo Lucena/Metrópoles

Ministro do TCU Augusto Nardes recebe título de Cidadão Honorário de Brasília da deputada distrital Paula Belmonte
Gustavo Lucena/Metrópoles
O TCU comunicou formalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a saída de Nardes na quinta-feira (11/6). O ministro deixará a Corte em 10 de dezembro, cerca de 10 meses antes de atingir a idade da aposentadoria compulsória, aos 75 anos.
Nardes também foi cotado para eventual candidatura em 2026. Seu nome vinha sendo cogitado por legendas, como PP e PL, para disputar cargos majoritários no Rio Grande do Sul, incluindo vaga no Senado, mas ele optou por permanecer fora da corrida eleitoral.
Em vez de entrar na disputa, o ministro concentrará esforços na construção da pré-candidatura da filha, Cris Nardes, que pretende concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Republicanos no Distrito Federal.
Vaga no TCU será da Câmara
A confirmação da aposentadoria dá a Motta um trunfo para negociar sua reeleição ao comando da Casa, já que ele poderá usar a vaga de Nardes como moeda de troca para angariar apoios.
Em sua primeira eleição para a presidência da Câmara, Motta acertou com o PT que indicaria Odair Cunha (MG) para a vaga do TCU aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
À época, Motta enfrentou forte oposição de partidos de centro, que também reivindicavam a vaga. Ainda assim, manteve o acordo e conseguiu aprovar o nome de Odair com mais de 300 votos.
A informação da aposentadoria de Nardes foi dada em primeira mão pelo colunista Lauro Jardim, em O Globo, e confirmada pela coluna, que teve acesso à carta enviada pelo TCU.



