Mark Rutte, o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou que a aliança militar não está envolvida na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã — e nem possui planos neste sentido. Enquanto isso, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, negou que tenha intenções de envolver o país em um conflito sem “garantias jurídicas e estratégicas”. Mas, apesar das declarações e posicionamentos diplomáticos, aliados europeus de Washington já estão envolvidos no caos do Oriente Médio.
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O que está acontecendo?
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- A guerra no Oriente Médio envolve, atualmente, Estados Unidos, Israel e Irã.
- Apesar de os EUA ser um dos 32 membros da OTAN, e de ter recebido sinal verde para operar a partir de bases alguns países da aliança no Oriente Médio, aliados europeus ainda não realizaram ataques diretos contra o Irã.
- O próprio chefe da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a aliança militar não possui planos de entrar no conflito.
- Mas incidentes envolvendo membros da aliança, e outras nações europeias, forçaram países como Reino Unido e França e se movimentaram militarmente no Oriente Médio.
Nos últimos dias, ao menos dois incidentes, ligados a guerra no Irã, foram registrados em países da Europa.
O primeiro deles aconteceu na ilha de Chipre, onde uma base militar do Reino Unida foi atacada por um drone, interceptado por forças da Grécia. Até o momento não ficou claro a origem do veículo não-tripulado. Autoridades locais, contudo, afirmam que o mesmo trata-se de um modelo desenvolvido e fabricado pelo Irã.
Já na quarta-feira (4/3), a OTAN foi acionada pela primeira vez desde o início do conflito no Irã. O caso aconteceu após um míssil iraniano invadir o espaço aéreo da Turquia, que divide uma fronteira de aproximadamente 534 quilômetros com o país persa, e ser interceptado por sistemas de defesa aérea da aliança militar.
A operação aconteceu de encontro ao pacto de defesa coletiva da OTAN, onde membros devem agir caso um dos países da aliança seja atacado.


