Monalisa Berriel foi surpreendida pelo pai Gilberto Ferreira Berriel durante apresentação de trabalho da faculdade em Muriaé — Foto: Arquivo Pessoal
O que era para ser apenas uma entrega rápida de um carregador de celular terminou em uma das cenas mais marcantes da primeira apresentação de Monalisa Berriel, de 18 anos, na faculdade. Ela fazia parte da equipe que falava e mostrava o que é estudado no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, durante evento…
O que era para ser apenas uma entrega rápida de um carregador de celular terminou em uma das cenas mais marcantes da primeira apresentação de Monalisa Berriel, de 18 anos, na faculdade. Ela fazia parte da equipe que falava e mostrava o que é estudado no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, durante evento da instituição na Praça João Pinheiro, em Muriaé, na Zona da Mata mineira.
A estudante precisava de um cabo de carregador para conseguir apresentar o site de cartilha de prevenção contra a violência doméstica criado pelos alunos do curso. O pai dela, Gilberto Ferreira Berriel, de 69 anos, saiu de moto debaixo de chuva para levar o objeto até ela.
Pai presente na vida da filha
Para Monalisa, aquele momento não foi uma exceção. Segundo ela, o pai sempre encontrou um jeito de estar presente nas atividades importantes da vida dela.
Quando ela era criança, Gilberto trabalhava como representante comercial e viajava a trabalho. Mesmo assim, segundo a filha, tentava voltar mais cedo para não perder as apresentações.
“Meu pai sempre me apoiou. Quando eu era criança, ele trabalhava como representante comercial e sempre dava um jeito de chegar mais cedo das viagens para poder ver minhas apresentações”, lembrou.
A presença que também acompanhou a adolescência de Monalisa, inclusive nas atividades da igreja. Agora, chegou à faculdade.
Foi também Gilberto quem incentivou a filha a seguir na área de tecnologia. Quando Monalisa tinha 15 anos, ele a inscreveu em um curso técnico.
Depois da perda da mãe
A relação entre os dois ganhou outro peso depois da morte da mãe de Monalisa, durante a pandemia de Covid-19. A estudante tinha 13 anos.
“Quando minha mãe faleceu, a responsabilidade de mãe também ficou para ele. Então, mesmo com a idade, ele faz o possível e o impossível para ser presente”, afirmou.
Hoje, aos 18 anos, Monalisa está no segundo período da faculdade e também produz conteúdo para as redes sociais.
O trabalho que ela apresentava no dia do vídeo era sobre prevenção à violência doméstica e ao feminicídio. A apresentação aconteceu durante um evento da faculdade na Praça João Pinheiro, em Muriaé, na Zona da Mata mineira.
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