LESIONADO
Lesão grau 2 deixa o jogador de duas a três semanas fora dos trabalhos em campo
Passadas 48 horas da lesão muscular sofrida na parte posterior da coxa esquerda, o meia Lucas Paquetá está praticamente fora da sequência da Copa do Mundo. Após o exame de imagem realizado pela CBF na última terça-feira, em Morristown, e as novas avaliações feitas pela comissão técnica nesta quarta-feira, a possibilidade de o camisa 20 voltar a atuar no torneio é considerada muito remota, mesmo em um eventual avanço da Seleção Brasileira até a final.
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Uma fonte ouvida pelo Lance! falou a seguinte frase sobre Lucas Paquetá: “Complicado voltar!”.
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Desde que a lesão foi confirmada, Paquetá vem sendo reavaliado diariamente pelo departamento médico da Seleção Brasileira. O acompanhamento constante faz parte do protocolo adotado pela comissão técnica e pela equipe médica, que monitora a evolução do quadro antes de qualquer definição sobre o retorno às atividades.
Embora exista um cenário otimista que aponte para um retorno aos treinos em cerca de duas semanas, a expectativa médica é mais cautelosa. Por se tratar de uma lesão muscular de grau 2, a previsão considerada mais provável é de que o meia volte aos trabalhos com bola entre duas e três semanas. Mesmo nesse prazo, a tendência é que o jogador não tenha tempo suficiente para recuperar o condicionamento físico e o ritmo de jogo necessários para disputar uma partida de alta intensidade, como uma eventual final de Copa do Mundo.
Enquanto segue o tratamento, Paquetá aproveitou a quarta-feira de folga da delegação ao lado da família. Nas redes sociais, sua esposa, Duda Fournier, publicou fotos em que o jogador aparece utilizando as LED Boots, equipamento desenvolvido pela empresa brasileira AVA CR7, que tem o português Cristiano Ronaldo como um dos sócios.
As LED Boots são utilizadas para acelerar a recuperação muscular. O equipamento combina luzes terapêuticas vermelhas e infravermelhas, com compressão pneumática. Na prática, as luzes estimulam a regeneração das fibras musculares lesionadas, melhoram a oxigenação dos tecidos e ajudam a reduzir dores e rigidez. Já a compressão funciona de forma semelhante a uma drenagem linfática, auxiliando na diminuição do inchaço e na eliminação do acúmulo de líquidos na região afetada. A combinação dessas tecnologias busca acelerar o processo de recuperação e proporcionar mais conforto ao atleta durante o tratamento.
Apesar da utilização do equipamento e do acompanhamento intensivo da equipe médica, Paquetá continuará sendo reavaliado dia a dia para que a evolução da lesão seja acompanhada de perto. A comissão técnica evita estabelecer um prazo definitivo para o retorno e prefere observar a resposta do atleta ao tratamento antes de qualquer decisão.
O meia sofreu a lesão ainda no primeiro tempo da vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston. Após sentir fortes dores na parte posterior da coxa esquerda, ele não conseguiu retornar para a etapa final e foi substituído por Endrick. Na saída de campo, deixou o gramado amparado por Neymar e outros companheiros.
Sem Paquetá, o técnico Carlo Ancelotti deverá promover uma mudança no meio-campo para o duelo das oitavas de final. No próximo domingo (5), às 17h (de Brasília), a Seleção Brasileira enfrenta a Noruega, em Nova Jersey, valendo uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Até lá, o camisa 8 seguirá em tratamento intensivo e continuará passando por avaliações diárias, embora a expectativa por sua participação no restante do Mundial seja cada vez menor.
Confira a nota oficial da CBF
“O atleta Lucas Paquetá passou, nesta terça-feira, por exame de imagem que confirmou lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível.”




