Paraisópolis: suspeitos de sequestrar promotor são presos em operação. Vídeo


Três suspeitos foram presos pela Polícia Civil de Bragança Paulista, nesta quinta-feira (12/2), durante uma operação em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Eles fazem parte de um núcleo de ladrões que teria participado do roubo à casa do promotor de Justiça Gustavo Roberto Chaim Pozzebon, em janeiro deste ano, em Monte Alegre do Sul. Ele, familiares e funcionários da residência foram mantidos reféns por cinco horas.

Com os presos de hoje, a polícia contabiliza seis suspeitos capturados, que estariam envolvidos no assalto à residência do promotor. Outros três permanecem foragidos. A investigação descobriu que o núcleo da quadrilha é originário de Paraisópolis, a segunda maior comunidade de São Paulo.

Durante a ação, que teve o apoio de agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.

No vídeo acima, ao qual o Metrópoles teve acesso, é possível ver o momento em que policiais entram em um dos endereços alvos das buscas. Foram recuperados objetos com grande possibilidade de serem de assaltos cometidos pelo grupo.

De acordo com  delegado Henrique de Paula Rodrigues, as buscas ainda devem prosseguir no intuito de localizar os criminosos foragidos. A investigação é acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) de Campinas.


Relembre o sequestro do promotor

  • Em janeiro deste ano, o promotor de Justiça Gustavo Roberto Chaim Pozzebon foi mantido refém com a família, em Monte Alegre do Sul, interior de São Paulo.
  • Pelo menos sete bandidos invadiram a residência do promotor pelos fundos, por meio de um corte na cerca do alambrado.
  • A esposa de Pozzebon, que estava na cozinha, foi a primeira a ser rendida.
  • Depois, os filhos e o próprio promotor foram abordados pelos criminosos.
  • Todas as vítimas tiveram os pulsos amarrados com abraçadeiras e foram mantidas juntas em um dos cômodos da casa.
  • Posteriormente, funcionários da família chegaram ao imóvel e também foram rendidos pelos assaltantes.
  • O promotor e a família ficaram sob poder dos criminosos por pelo menos cinco horas.

Os suspeitos pegaram celulares e notebooks das vítimas, acessaram os aplicativos bancários e fizeram diversas transações bancárias. A polícia não divulgou o valor roubado. Na fuga, os assaltantes também roubaram o carro da família.

Horas depois do crime, a polícia prendeu um dos homens suspeitos de participarem do roubo à residência do promotor, identificado como Caio Roberto Domingues. Ele foi preso em Itatiba, cidade vizinha de Monte Alegre do Sul.

Segundo boletim de ocorrência, o suspeito afirmou que atuava como “batedor” para o grupo, enquanto outros quatro membros da quadrilha seguiam armados em um segundo carro, de modelo Fiat Argo branco.

Durante o deslocamento para a delegacia, Caio ainda sugeriu pagar qualquer valor para ser liberado e pediu que os policiais “sumissem com o celular” que tinha sido entregue por ele na abordagem. Ao checar o aparelho, os policiais constataram que o líder da quadrilha é chamado de “despachante”. Os criminosos também tinham um grupo de conversas chamado “Agricultura”.

Caio foi preso em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada, roubo circunstanciado (com restrição de liberdade da vítima) e corrupção ativa.



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