O governador Paulo Dantas voltou a surpreender ao promover novas mudanças no governo. No Diário Oficial desta sexta-feira (03/04), foram publicadas as exonerações da secretária de Turismo, Bárbara Braga, e da secretária especial de Articulação Política, Caroline Januário.
As duas deixam os cargos para disputar as eleições deste ano. É movimento calculado.
As exonerações ocorrem na reta final do prazo de desincompatibilização e indicam ampliação da estratégia do governo para fortalecer as chapas proporcionais, especialmente no MDB e também no PSD.
Nos bastidores, a avaliação é que uns vão para a disputa dos mandatos. Outros ajudam a montar, ficando aptas para serem escalados para as nominatas, se necessário;
No caso de Bárbara Braga, a saída havia sido especulada anteriormente, mas não havia consenso interno. O entendimento foi fechado nos últimos dias, permitindo a desincompatibilização.
Ela deixa a Setur. E segue no jogo. Para o lugar dela, o governador nomeou Paulo Roberto Kugelmas, que já atuava na estrutura da secretaria e tem perfil técnico.
A transição foi interna. Sem ruptura. Nos moldes das outras secretarias. Os ex-titulares indicaram os seus substitutos. Com isso, na prática, mesmo fora dos cargos, seguem influentes nas respectivas áreas, tendo indicado seus substitutos e mantendo presença política nos espaços que ocupavam.
Já Caroline Januário, que atuava na articulação política do governo, também deixa o cargo para se tornar apta à disputa. Sua saída reforça o movimento de levar quadros estratégicos para o processo eleitoral.
Com as novas exonerações, cresce a lista de nomes do governo que vão entram na disputa de 2026. Veja quem já saiu:
Primeiro escalão (secretários):
• Júlio César (Serfi)
• Judson Cabral (Semarh)
• Aline Rodrigues (Secti)
• Tereza Nelma (Secdef)
• Cláudia Balbino (Seteq)
• Kátia Born (Seades)
• Bárbara Braga (Setur)
• Caroline Januário (Articulação Política)
Segundo escalão:
• Davi Maia (Ideral)
• Dra. Marta Celeste (Sesau)
• Guilherme Lopes (Sesau)
• Izabele Lins (Hospital de Rio Largo)
• Joãozinho Gabriel (Juceal)
O movimento indica que o governo entra na eleição para ajudar a base aliada, distribuindo nomes entre chapas de deputado estadual e federal.
O objetivo é fortalecer o grupo. E ampliar espaço político a partir de 2027. Mas essa é outra história.

