PC investiga suposto abuso sexual de criança autista em terapia


Delegada Thalita Aquino | Reprodução TV Pajuçara

A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Crianças e Adolescentes, investiga uma denúncia de abuso sexual envolvendo uma criança de 6 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), durante atendimento terapêutico em Maceió. A mãe da menina registrou boletim de ocorrência na segunda-feira (23), após notar mudanças…

A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Crianças e Adolescentes, investiga uma denúncia de abuso sexual envolvendo uma criança de 6 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), durante atendimento terapêutico em Maceió. A mãe da menina registrou boletim de ocorrência na segunda-feira (23), após notar mudanças de comportamento e sinais físicos na filha.

Em entrevista, a delegada Talita Aquino informou que “na segunda-feira, houve o registro do boletim de ocorrência e desde então iniciamos as investigações. A criança foi submetida a exame de corpo de delito. Também representamos ao Poder Judiciário para que seja realizado o depoimento especial dessa criança. Pedimos informações para essa clínica, solicitando toda a documentação referente ao atendimento dessa criança”.

Segundo a mãe, a filha apresentava comportamento diferente após a sessão, com pedidos excessivos de beijos na boca, e chegou a relatar, por gestos e palavras, que teria sido tocada em suas partes íntimas.

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A delegada explicou que “o vídeo que foi produzido por ela, em que a criança teria relatado o abuso, não pode ser considerado como uma prova. Porque para que crianças e adolescentes vítimas de violência sexual sejam ouvidos, é preciso que seja adotado um protocolo que é regulamentado por lei, através do depoimento especial”.

O suposto abuso teria ocorrido em uma clínica especializada no atendimento a crianças com TEA, localizada no bairro Gruta de Lourdes, onde a vítima realizava acompanhamento há cerca de um ano. A identidade da profissional investigada e do estabelecimento estão preservadas durante as investigações, em respeito à presunção de inocência.

Talita Aquino ressaltou a importância da orientação para crianças: “Um dos principais sinais é observar o comportamento e conversar com essa criança, explicando na medida do possível, e de acordo com a faixa etária e o grau de compreensão, que determinadas condutas não devem ser aceitáveis. Existe toda uma técnica e uma forma diferenciada para que seja colhido esse depoimento”.

A advogada da família informou que já ingressou com ação judicial para antecipação de provas, com o objetivo de garantir responsabilização nas esferas criminal e civil, caso as suspeitas sejam confirmadas. O resultado do exame de corpo de delito deve sair em um prazo estimado de 30 a 40 dias.





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