Imagem ilustrativa gerada pela IA
O suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop, a 480 km de Cuiabá, começou a ser investigado depois que uma funcionária pediu demissão e afirmou que o marido era um dos ganhadores do prêmio. ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM O…
O suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop, a 480 km de Cuiabá, começou a ser investigado depois que uma funcionária pediu demissão e afirmou que o marido era um dos ganhadores do prêmio.
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O sorteio aconteceu em agosto de 2023. O prêmio total, de R$ 116.232.513,11, foi dividido entre quatro apostas vencedoras: duas registradas em Sinop, uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu R$ 29.058.128,28.
O g1 entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. No processo, o casal nega que tenha furtado o bilhete premiado — a identidade deles não foi divulgada.
🔍Entenda a linha do tempo do suposto golpe, segundo a investigação:
No dia do sorteio a funcionária da lotérica imprimiu um bilhete de aposta com defeito para uma cliente;
Como o comprovante apresentou problema, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora;
O bilhete com defeito não foi cancelado e foi guardado em um cofre da empresa;
Ao sair o resultado da aposta, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre;
Em vídeo capturado pelas câmeras de segurança, é possível ver a funcionária com outra funcionária comemorando ao ver o bilhete, dizendo que iria na Caixa Econômica e precisaria que a colega cobrisse o trabalho;
No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão; O marido se apresentou como ganhador;
Os proprietários do estabelecimento desconfiaram da situação;
Diante da suspeita de fraude, a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.
Quem foi prejudicado
A defesa do casal alegou que o processo deveria tramitar na Justiça Federal, sob o argumento de que o prêmio seria pago pela Caixa Econômica Federal, o que configuraria interesse da União. Os advogados também pediram a suspensão da ação penal até o fim de uma ação cível que discute a propriedade do bilhete.
Ao negar o recurso, o ministro entendeu que a suposta vítima do crime é a lotérica, uma empresa privada e não a Caixa. Segundo a decisão, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto e não muda a natureza do crime nem a competência para julgar o caso.
Com isso, foi negado o recurso de habeas corpus e ficou decidido que o processo vai continuar na Justiça Estadual, onde será investigada a suspeita de furto qualificado.
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