Peixes contaminados em Alagoas? MPF dá 5 dias para explicar caso


Peixes mortos após fenômeno no litoral de Alagoas

Fenômeno misterioso deixou vários peixes mortos no litoral de Alagoas. Foto: Instituto Biota

O mistério sobre a mortandade de centenas de peixes no Litoral Sul de Alagoas subiu um degrau na escala de gravidade e agora está sob a lupa da Justiça Federal. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação oficial e deu um prazo de cinco dias para que os órgãos ambientais expliquem os reais riscos…

O mistério sobre a mortandade de centenas de peixes no Litoral Sul de Alagoas subiu um degrau na escala de gravidade e agora está sob a lupa da Justiça Federal. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação oficial e deu um prazo de cinco dias para que os órgãos ambientais expliquem os reais riscos de contaminação e se houve ação humana no desastre.

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A medida ocorre em meio ao alerta de suspensão do consumo de espécies como o tucunaré e o piau na região de Jequiá da Praia. LEIA AQUI: “Não coma”: IMA emite alerta sobre consumo de peixes após fenômeno no Litoral Sul de Alagoas.

MPF quer saber se houve despejo industrial ou agropecuário

Diferente da hipótese de causas naturais levantada inicialmente, a procuradora da República Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara quer investigar se houve “atividade incomum” na Reserva Extrativista da Lagoa de Jequiá. O MPF enviou ofícios ao IMA, ICMBio e à prefeitura local exigindo respostas sobre:

  • A existência de atividades industriais ou agropecuárias que possam ter causado o dano;
  • O prazo exato para a emissão dos laudos laboratoriais;
  • A quantidade total de animais mortos e a área atingida.

Proteção à saúde em Alagoas

A investigação federal também foca no impacto social. O MPF quer saber quais medidas estão sendo tomadas para evitar que o peixe contaminado chegue à mesa da população e como o município está apoiando os pescadores artesanais que dependem da lagoa, agora interditada para a atividade.

O que acontece agora?

Com o prazo de cinco dias correndo, a pressão sobre o IMA e o ICMBio aumenta para que os resultados das análises de água sejam divulgados o quanto antes. O procedimento do MPF seguirá em acompanhamento até que se defina se o caso foi um fenômeno natural ou um crime ambiental.





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