Entre janeiro e maio de 2026, a disputa pelo Senado em Alagoas mudou de tamanho. Principalmente para um candidato: Alfredo Gaspar. Os números das duas pesquisas da TDL mostram que ele foi o único que realmente conseguiu se descolar dos demais concorrentes. Se a eleição fosse agora, ele seria eleito senador.
A segunda vaga ficaria numa disputa direta entre Arthur Lira e Renan Calheiros.
A seu favor, Renan Calheiros tem um palanque mais competitivo – e isso poderá fazer diferença, a exemplo do que ocorreu em 2018, quando foi reeleito competindo com Rodrigo Cunha, Benedito de Lira e Maurício Quintela.
Na primeira pesquisa da TDL, divulgada em janeiro, Gaspar tinha 23,4% das intenções de voto. Agora aparece com 35%. Um salto de 11,6 pontos percentuais. Arthur Lira saiu de 22,3% para 25%. Renan Calheiros foi de 23,1% para 25%.
Davi Davino Filho saiu de 16,4% para 15%, enquanto Ronaldo Lessa saiu de 14,1% para 14%. Só que o cenário político mudou e Lessa hoje deve ser disputar a vice ao lado de JHC.
Já Eudócia JHC aparece agora com 10%. Em janeiro, o nome testado era Marina JHC, que tinha 19%, mas deixou a disputa pelo Senado para concorrer à Câmara Federal.
Comparativo TDL — Senado AL
Janeiro/2026 x Maio/2026 :
• Alfredo Gaspar: 23,4% > 35%
• Renan Calheiros: 23,1% > 25%
• Arthur Lira: 22,3% > 25%
• Marina JHC: 19%
• Davi Davino Filho: 16,4% < 15%
• Ronaldo Lessa: 14,1% < 14%
• Eudócia JHC: 10%
• Indecisos: 28,1% > 34%
O cenário mais provável hoje aponta para Gaspar consolidado na frente, com Lira e Renan disputando diretamente a segunda vaga.
A entrada de Gaspar reorganizou a disputa porque ele passou a ocupar um espaço que antes estava pulverizado entre nomes da direita e da oposição ao grupo governista. Se ele realmente consolidar uma das vagas, Arthur Lira e Renan Calheiros terão que disputar voto a voto o mesmo perfil de eleitor. Especialmente no interior.
Mas a eleição não é hoje. Faltam cinco meses. Nesse ambiente, Davi Davino Filho e Eudócia JHC podem crescer.
Davi continua sem grande estrutura partidária, mas mantém um eleitorado próprio e segue apostando no discurso de independência. Já Eudócia tenta transferir para si parte da força política e eleitoral de JHC.
E há um detalhe que a política alagoana conhece bem. Pesquisa de maio não define eleição de outubro. Em 2018, faltando seis meses para a votação, Rodrigo Cunha aparecia atrás em vários levantamentos e terminou como o mais votado para o Senado.




