Polícia Federal em Brasília | © Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5, a Operação Dataleaks para desarticular uma organização criminosa especializada na invasão, adulteração e venda ilícita de dados pessoais e sensíveis. Alagoas é um dos epicentros da ação, onde agentes cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)….
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5, a Operação Dataleaks para desarticular uma organização criminosa especializada na invasão, adulteração e venda ilícita de dados pessoais e sensíveis. Alagoas é um dos epicentros da ação, onde agentes cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da PF, a investigação aponta que o grupo gerenciava uma base de dados não oficial, abastecida por acessos indevidos a sistemas governamentais, contendo informações estratégicas até mesmo de ministros da Suprema Corte.
Em Alagoas, a movimentação policial começou cedo. Ainda pela manhã a assessoria de comunicação da PF no estado confirmou que “viaturas realizam movimento logístico sigiloso em operação concomitante de apoio a Brasília, que coordena”.
A ação faz parte do esforço para neutralizar a estrutura tecnológica da quadrilha. Além de Alagoas, as diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo e Tocantins, totalizando cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.
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Os criminosos utilizavam as informações obtidas ilegalmente para alimentar um mercado paralelo de dados, colocando em risco a segurança institucional do país. Os investigados poderão responder por crimes graves, incluindo organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
Paralelamente, a PF mantém outra frente de investigação sobre o vazamento de dados da Receita Federal. Nesse desdobramento, servidores públicos são suspeitos de quebrar sigilos de autoridades e seus familiares sem autorização legal. Entre as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, estão o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento de funções públicas e a retenção de passaportes de envolvidos em outros estados.
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