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Piccadilly foi precursora em lançar sapatos sem origem animal, diz CEO


A tecnologia tem evoluído muito, permitindo que essas matérias-primas possam oferecer cada vez mais benefícios para consumidora; fora todos os benefícios de sustentabilidade que oferece.
Cristine Grings, CEO da Piccadilly

Ainda há um público cativo ao couro. “Mas esse certo preconceito com o não uso do couro tem se quebrado muito ao longo do tempo. As pessoas estão com uma consciência socioambiental muito maior também, e isso acaba sendo um benefício”, diz Cristine.

A Piccadilly foi criada em 1955, em Igrejinha (RS). O nome da companhia foi inspirado na praça Piccadilly Circus, em Londres, na Inglaterra. Atualmente, a Piccadilly é uma das maiores empresas do país no setor calçadista feminino. Seus produtos são vendidos em mais de 21 mil pontos de vendas no Brasil e no mundo, incluindo franquias, lojas exclusivas e multimarcas.

A empresa tem duas unidades fabris, uma sede corporativa e dois centros de distribuições. Todos no Rio Grande do Sul. Produz cerca de 40 mil pares de calçados por dia. Em 2023, a Piccadilly faturou R$ 597,6 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Automação da produção

Grande volume da produção da Piccadilly ainda depende do manuseio humano. “Houve uma evolução, obviamente. A evolução é muito mais de troca para um maquinário melhor, que nos traz uma maior eficiência por ser mais produtivo, veloz e seguro. Mas não, necessariamente, por eliminar o uso da matéria-prima humana”, afirma.



Fonte: Uol