A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) realiza uma operação em diferentes estados nesta quinta-feira (26/3) para desarticular uma quadrilha que usou o nome das lojas Havan para cometer fraudes e lavagem de dinheiro, além de aplicar golpes que renderam um faturamento de R$ 576 mil em 24 horas.
São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP), Valinhos (SP) e Caraguatatuba (SP), Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG). A ação recebeu o nome de “Operação Dublê” em razão da quadrilha usar o nome da Havan de fachada para praticar crimes financeiros.


Agentes investigam os suspeitos da quadrilha que usou o nome da Havan para fraude
PCSC/Divulgação

Agentes da polícia civil buscam integrantes da quadrilha que usou nomeda Havan para cometer crimes financeiros
PCSC

policiais cumprem 10 mandados de busca e apreensão
PCSC

Polícia Civil deflagra “Operação DUBLÊ” contra fraude envolvendo o nome das lojas Havan
PCSC
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após uma conta bancária fraudulenta ser registrada em nome da Havan, junto a uma plataforma de pagamentos, com o uso irregular do CNPJ da empresa catarinense, além de não ter a autorização dos representantes legais.
A atenção se voltou para o caso em 14 de agosto do ano passado, após esta conta bancária receber cerca de R$ 576 mil em 24 horas devido aos golpes aplicados em clientes da empresa.
“Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso, sendo então pulverizados por meio de diversas transações com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos”, diz a PSC, em nota.
A PCSC identificou sete suspeitos por trás da movimentação e ocultação de valores. Para ludibriar a polícia, a quadrilha fez uma fragmentação de valores; transferências sucessivas entre contas de interpostas pessoas; repasses imediatos de valores idênticos, utilização de uma empresa de fachada para dissimular a origem dos recursos.
As investigações prosseguem, e os suspeitos de compor a quadrilha criminosa podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros eventualmente apurados.
O Metrópoles contatou a assessoria da empresa catarinense e o espaço segue aberto para manifestação.

