INQUÉRITO
Um dos investigados teria financiado um dos procedimentos ao pagar R$ 2 mil
A Polícia Civil concluiu a investigação sobre uma clínica clandestina de abortos que funcionava em Arapiraca, no Agreste do estado. Duas pessoas foram indiciadas: uma mulher idosa, apontada como responsável pelos procedimentos, e um empresário, suspeito de financiar um dos abortos. Inquérito aponta que uma gestante morreu e outra perdeu a visão de um olho após sofrer uma infecção generalizada.
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A mulher foi indiciada por aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima. Já o empresário responde por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro.
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De acordo com a investigação, ele teria pressionado uma das vítimas a interromper a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e pago R$ 2 mil pelo procedimento.
Procedimentos eram realizados há 10 anos
As investigações foram iniciadas pelo delegado Francisco Medson e concluídas pelo delegado Jonas Bezerra, por meio do 53º Distrito Policial (53º DP) de Arapiraca.
A Polícia Civil explicou que os procedimentos eram realizados havia pelo menos 10 anos na residência da investigada, mediante pagamentos entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. Ao todo, cinco vítimas foram identificadas.
O caso chegou à polícia por meio de denúncias anônimas. Em 12 de março deste ano, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel. Durante a ação, foram recolhidos instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, insumos hospitalares e celulares.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e aguarda manifestação do Ministério Público, que deverá avaliar o oferecimento de denúncia.
*com informações da assessoria.



