A Polícia Militar de Alagoas disponibilizou um aplicativo que funciona como botão de pânico para mulheres com medida protetiva ativa. O sistema está em fase de teste desde dezembro de 2025 no 10º Batalhão. A ferramenta envia automaticamente as informações cadastradas da vítima e sua localização geográfica para o Centro de Operações da Polícia Militar.
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O aplicativo foi desenvolvido pela Polícia Militar e está disponível para dispositivos Android. A instalação é realizada pela Patrulha Maria da Penha no celular da mulher que está sendo acompanhada pelas guarnições.
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Quando a assistida aciona o botão, todas as informações cadastradas e sua localização são enviadas imediatamente para o Copom do batalhão. O centro despacha a guarnição mais próxima.
A ferramenta foi criada para atender mulheres que já possuem medida protetiva ativa. Elas precisam estar sendo acompanhadas pela Polícia Militar. O acionamento deve ser feito quando houver algum tipo de situação de risco à vida ou qualquer tipo de perigo iminente relacionado ao agressor.
Durante a fase de teste, o aplicativo registrou dois acionamentos. Nos dois casos, a polícia conseguiu cessar as agressões. Os autores das violências foram presos.
Abrangência do sistema
O sistema abrange não apenas agressões físicas, mas também agressões psicológicas e crimes de stalking, que é o crime de perseguição. A Polícia Militar vem trabalhando para conscientizar as mulheres de que a Lei Maria da Penha não se aplica somente às agressões físicas.
Anteriormente, a mulher precisava ligar para a polícia. Ela tinha que se identificar, explicar o que estava acontecendo, passar características e endereço. O processo demandava muito tempo. Em situações de risco, muitas vezes a mulher não dispõe desse tempo.
Com o aplicativo, basta apertar o botão. Todos os dados cadastrados da assistida são enviados diretamente para o Copom. A localização geográfica é transmitida automaticamente.
A localização automática facilita especialmente na região do interior. Há maior dificuldade para informar endereços específicos nessas áreas. O comandante-geral da Polícia Militar escolheu implementar o projeto piloto no interior justamente para facilitar o atendimento às mulheres que moram nas zonas rurais. Existe dificuldade para chegar e para informar a localização exata de sítios específicos nessas regiões.
Expansão prevista
O desenvolvedor do aplicativo, Jonata Calheiros, explicou que a ferramenta está sendo testada no 10º Batalhão. Em breve, será implantada em todo o estado.
A expansão do aplicativo para todo o estado está prevista para acontecer em breve. A implantação ocorrerá de forma gradual. Haverá cobertura progressiva das demais regiões policiadas após a conclusão do projeto piloto no 10º Batalhão.
A ferramenta tem como função adicional encorajar as mulheres a denunciarem situações de violência. Quanto mais recursos estiverem disponíveis para garantir proteção, maior será a disposição das vítimas para lutarem por seus direitos e se afastarem da violência.




