A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (18/2), duas pessoas suspeitas de participação no roubo de cerca de R$ 1 milhão em joias de um edifício em Moema, na zona sul de São Paulo, ocorrido na madrugada da última segunda-feira (16/2). Os itens, incluindo peças de ouro com diamantes, estavam em um cofre que pesa 450 kg. Os presos seriam uma mulher e o funcionário do prédio, suspeito de ter facilitado a entrada dos ladrões no edifício e que havia prestado depoimento à polícia.
Câmeras de segurança registraram parte da ação dos criminosos. Nas imagens (veja acima), é possível observar os suspeitos dentro do elevador. Um deles encara a câmera antes de o comparsa danificar o sistema de monitoramento. Outra câmera mostra a movimentação dos indivíduos no estacionamento do prédio.
O caso ocorreu na Esmy Design de Joias, onde diversas influenciadoras costumam comprar seus acessórios. A loja tem mais de 100 mil seguidores e famosos compartilham em postagens os produtos da marca.
Segundo o boletim de ocorrência, a proprietária da loja foi quem acionou a Polícia Militar (PM), após ser informada pelo zelador que o local havia sido arrombado. A porta estava com a fechadura danificada, a loja com o interior revirado e as câmeras de segurança destruídas.
No cômodo onde fica o cofre da loja, foi localizado um disco de serra e foi possível sentir o cheiro do material queimado.
Veja itens furtados:
- 26 pares de brincos.
- 15 anéis.
- 32 colares.
- Nove pingentes.
- Seis correntes.
- Cinco pulseiras.
O material está avaliado em quase R$ 1 milhão.
Outra sala, destinada para a recepção dos clientes, teve um faqueiro de prata, travessas e pratos — avaliados em R$ 20 mil — levados. Mas esses foram recuperados dentro de uma sacola no estacionamento.
De acordo com a proprietária, nas imagens internas do prédio, ao menos dois suspeitos foram vistos saindo do local por volta das 2h30, em um carro branco. O edifício conta com sistema de controle de acesso, porteiro e recepcionista, além de porta com reconhecimento facial e estacionamento com segurança. Não há detalhes de como eles conseguiram acessar o prédio.
Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido localizado ou preso. O caso é investigado como furto a estabelecimento comercial pelo 27° Distrito Policial (Ibirapuera).


