Policiais civis são presos por suspeita de sequestro e execução de empresário | Foto: Cortesia
Dois policiais civis e um empresário foram presos na manhã deste sábado (25), suspeitos de envolvimento no sequestro e assassinato do empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos. A vítima foi sequestrada em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, e encontrada morta no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de…
Dois policiais civis e um empresário foram presos na manhã deste sábado (25), suspeitos de envolvimento no sequestro e assassinato do empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos. A vítima foi sequestrada em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, e encontrada morta no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de tortura.
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As prisões aconteceram em Coruripe e Arapiraca. Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade dos suspeitos nem detalharam qual teria sido a participação de cada um no crime. O caso segue sob investigação.
Segundo as investigações, Rogério foi sequestrado na tarde da última segunda-feira (20), logo após deixar uma farmácia. Imagens registradas por testemunhas mostram o empresário sendo abordado por três homens com roupas semelhantes às utilizadas pela Polícia Civil e usando balaclavas. Em seguida, ele foi algemado e colocado no banco traseiro de um veículo descaracterizado.
Na tarde do dia seguinte, o corpo da vítima foi localizado em um canavial às margens de uma estrada de barro, em Coruripe. Rogério estava de bruços, apresentava marcas de tiros na cabeça e sinais de tortura. Além disso, o corpo foi encontrado sem os dois olhos. Até agora, a perícia ainda não confirmou se a ausência dos olhos foi provocada pelos disparos ou por uma possível mutilação após a morte.
Inicialmente, a investigação descartava a participação de policiais civis no sequestro. Na ocasião, a Polícia Civil informou que criminosos poderiam estar utilizando vestimentas semelhantes às da corporação para enganar a vítima. No entanto, quatro dias depois, a apuração passou a apontar o possível envolvimento de dois agentes, que agora figuram entre os presos suspeitos do crime.
A principal linha de investigação considera que o sequestro e o homicídio possam ter sido motivados por uma suposta dívida financeira envolvendo a vítima. Paralelamente, os investigadores também analisam o histórico criminal de Rogério para verificar se ele tem relação com a execução.
Rogério Homem de Andrade Barros Carício cumpria pena em regime semiaberto por participação em um furto a carro-forte ocorrido em João Pessoa (PB), em 2014. A condenação foi proferida em 2019. Conforme informações da Polícia Civil, ele também possuía antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso, além de cumprir medidas cautelares com comparecimento periódico ao Fórum de Coruripe.
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